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Projeto de lei federal segue a proposta da lei da Feconseg de MT

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O deputado estadual Delegado Claudinei chegou a apresentar a lei vigente para a deputada federal Paula Belmonte.

Em processo de tramitação na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei n.° 863/2021, da deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF), foi debatido nesta quinta-feira (29), às 20h (horário de Brasília), em reunião remota com transmissão pela rede social da Confederação Nacional das Feconsegs (federações dos conselhos comunitários de segurança pública) e Desenvolvimento Social e Congêneres do Brasil (Confecon – DS). Essa matéria vem ao encontro da Lei n.º 10.931/2019, de autoria do deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), que reconhece o interesse coletivo e a importância social das obras dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e da Federação dos Conselhos de Segurança de Mato Grosso (Feconseg) e seus filiados.

A reunião também contou com a presença do presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PTB), e dos deputados estaduais Janaina Riva (MDB) – autora do Decreto n.° 52/2017: Conseg sem interferência estatal -, do deputado João Batista (Pros), que preside a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT); do deputado Gilberto Moacir Cattani (PSL) e do presidente do Conseg de Quatro Barras (PR), professor Naziel.

Reunião –  O deputado Delegado Claudinei esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em dezembro do ano passado, para defender a importância destas instituições no fortalecimento das forças de segurança pública com a interlocução junto à sociedade civil organizada. Na oportunidade, Belmonte reconheceu a relevância desta lei e realizou uma indicação ao MJSP com base no ofício do deputado Claudinei, para que ocorresse a alteração na Portaria n.° 43, de 12 de maio de 2019, que institui diretrizes de polícia comunitária no Sistema Nacional de Segurança Pública (Senasp).

“Os Consegs são entidades independentes e fiscalizadoras. O senhor (Claudinei), que é nossa referência, é importante dizer que as pessoas estão interessadas para que o dinheiro chegue na ponta, que seja fiscalizado e contabilizado. Essa demanda é mais do que justa. Estamos entrando na Câmara Federal com uma frente parlamentar mista para a defesa dos Consegs, com o apoio de deputados e senadores para que possamos auxiliar e apoiar o poder da sociedade para sociedade”, disse Belmonte.

Lei da Feconseg – Os Consegs são de caráter privado, independentes e com suas particularidades, em que proporcionam apoio às políticas de segurança pública, nas esferas federal, estadual e municipal. A lei da Feconseg de Mato Grosso é a segunda sancionada no país, sendo que a primeira ocorreu no Amapá. Essa iniciativa garantiu a regularização de instituições mato-grossenses com as suas atas registradas em cartório e suas personalidades jurídicas. 

O Conseg existe há cerca de 20 anos em Mato Grosso e envolve a parceria com as comunidades de forma voluntária e com autonomia, não sendo preciso ter vínculos com o Poder Executivo e interferência estatal. A formação é feita pela sociedade civil organizada por meio de eleições e baseada no Código Civil Brasileiro.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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