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Primeira fábrica de celulose de MT recebe licença de instalação

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Da Redação

A primeira fábrica de celulose de Mato Grosso recebeu nesta sexta-feira (16) a licença de instalação para iniciar as obras do empreendimento em Alto Araguaia (a 361 km de Cuiabá). O documento emitido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente foi entregue pelo governador Mauro Mendes e pela gestora do órgão ambiental, Mauren Lazzaretti, aos diretores da Euca Energy.

“Com a chegada desta indústria, Mato Grosso ganha dois mil empregos e a possibilidade da transformação da matriz econômica da região Sul. Além dos empregos diretos, nós teremos lá milhares de outros empregos e indústrias e serviços agregados a esta nova atividade econômica”, comemorou o governador Mauro Mendes.

A Licença de Instalação (LI) tem validade até 2025 e é a segunda etapa do processo de licenciamento, que segue agora para a terceira fase, quando será obtida a licença que permite que a indústria entre em operação.

“Nós estamos trabalhando muito fortemente desde o início da gestão para compatibilizar o tempo de resposta da Sema com as necessidades dos cidadãos. Temos hoje muito orgulho em dizer que este empreendimento foi licenciado cumprindo todos os prazos legais e ritos e cumprindo, principalmente, os itens que precisam ser observados para a qualidade ambiental”, enfatizou a Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. A gestora do órgão ambiental aproveitou a oportunidade para parabenizar o empenho dos técnicos na análise do processo.

“É importante deixar claro que a essa licença foi emitida rapidamente pelos padrões brasileiros, mas sem nenhum tipo de precarização. Todas as exigências legais foram cumpridas e vale lembrar que o Brasil tem uma das legislações mais rigorosas do mundo e por estarmos na Amazônia Legal, o rigor é maior ainda”, complementou o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Gustavo Oliveira.

Conduzido por uma equipe multidisciplinar da Secretaria, o processo para a emissão da licença trouxe condicionantes para mitigação dos impactos ambientais como, por exemplo, a adoção de sistemas que reduzam o uso de componentes químicos (cloro) no branqueamento da celulose. Além disso, o empreendedor também deve cumprir com medidas já previstas na legislação, como realizar a captação de água abaixo do lançamento da indústria, garantindo que o tratamento dos efluentes seja altamente eficiente.

O empreendimento prevê o investimento de R$ 12,5 bilhões e tem potencial para alavancar a produção de toda a região Sul de Mato Grosso.  Na avaliação da equipe técnica da Sema, as áreas atualmente degradadas da região e que não são aptas para as culturas anuais, como a soja, poderão ser recuperadas com o eucalipto, cultura de ciclo longo e matéria prima da indústria a ser instalada. Para o pleno desenvolvimento sustentável da região, a Sema também solicitou a elaboração de planos de atendimento aos municípios afetados pelo empreendimento.

O presidente da Euca Energy, Gilberto Goellner, destacou que a região de Alto Araguaia foi escolhida pelas facilidades logísticas e por ter matéria-prima disponível em uma distância média de 70 quilômetros e pela disponibilidade hídrica. “Estamos instalando aqui uma indústria com a terceira melhor performance do Brasil. Temos um ambiente geográfico e logístico muito favorável ao empreendimento”, destacou o empresário que prevê o início das operações para dezembro de 2023.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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