ABASTECIMENTO - VÁRZEA GRANDE
Primeira etapa da limpeza na ETA III é concluída com sucesso
A equipe técnica realizou a limpeza do primeiro dos seis módulos da estação. Nos próximos dias a manutenção será realizada nos demais
Mato Grosso
A manutenção no primeiro módulo da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cristo Rei, que enfrenta problemas desde o rompimento de um retentor no bombeador em 2024, foi concluída com sucesso. Após a limpeza profunda utilizando produtos químicos formulados especialmente para remover o óleo impregnado nas membranas, o módulo voltou a operar com sua capacidade total, marcando um passo significativo para a recuperação da ETA.
A situação na ETA III começou com a obstrução dos pequenos poros das membranas de ultrafiltração, essenciais para o processo de purificação. Quando o óleo se infiltrou na água captada, esses poros foram bloqueados, aumentando a pressão necessária para a passagem da água. Como medida de proteção, o sistema da ETA reduziu automaticamente a vazão, limitando sua capacidade de produção para cerca de 50% do normal.
As limpezas de rotina realizadas anteriormente na ETA eram eficazes contra as sujidades comuns, mas não conseguiam remover o óleo incrustado nas membranas. A limpeza atual, conduzida com o acompanhamento de especialistas, seguiu protocolos rigorosos para garantir resultados eficazes.

FONTE: DAE/VG
“Agora, o primeiro módulo está operando em plena capacidade, e isso representa um marco importante. Seguiremos para os próximos módulos, aplicando os aprendizados desta primeira etapa e com a presença do fornecedor das membranas, o que trará ainda mais ajustes e eficiência ao processo”, destacou Bruno Rossi, o engenheiro responsável pelo acompanhamento.
Essa operação foi acompanhada de perto tanto pela empresa fabricante das membranas, quanto pela empresa contratada para fornecer os produtos químicos. A próxima fase do trabalho promete ser mais ágil, já que os protocolos estão definidos e o aprendizado do primeiro módulo será aplicado nos demais.
A ETA Cristo Rei continua a operar enquanto a limpeza é realizada, mas a recuperação total da capacidade de produção depende da conclusão desse trabalho. O DAE segue empenhado em resolver o problema o mais rápido possível e pede a colaboração da população no uso consciente da água.
Fonte: DAE/VG
Mato Grosso
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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