VÁRZEA GRANDE
Prefeitura promove produção orgânica de hortaliças no CRAS Santa Maria
O Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Santa Maria é a primeira unidade social do Município a implantar o projeto de horta comunitária, que será realizado em conjunto com o curso de olericultura básica.
Mato Grosso
Que uma alimentação constituída por folhas e legumes produzidos de forma orgânica é um bom caminho para uma vida mais saudável, isso é inquestionável. Do mesmo modo que é certo que a capacitação para produção destes alimentos ajuda a reduzir o sofrimento vivido pelas famílias em situação de vulnerabilidade social em Várzea Grande. Por isso é que o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do bairro Santa Maria, em Várzea Grande, deu início na primeira turma do curso de Olericultura Básica, nesta segunda-feira (06).
A capacitação é promovida pela Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Assistência Social, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT) e apoio técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável. A ação visa disseminar as atividades no campo ou na cidade e, com isso, melhorar a renda familiar dos trabalhadores. O curso tem carga horária de 40 horas e será realizado em período integral.
Como explica a coordenadora do Centro, Ionice Feliciano Ribeiro, o local possui uma grande área e a utilização do espaço para a implantação agradou a todos. “O espaço onde será montado os canteiros já foi definido. Agora o projeto entra na fase de preparação da terra, adubação, e posteriormente plantio das sementes findando com a colheita, que será aliada aos cursos que irão contemplar todas essas etapas. Todos aqueles que estão participando das atividades no local poderão se beneficiar dos alimentos produzidos”, informou.
A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, disse que a ideia de ocupar os espaços livres para a implantação das hortas comunitárias foi sugerida pela primeira-dama de Várzea Grande, a promotora de justiça Kika Dorilêo Baracat, em uma de suas visitas ao local. “Ela propôs essa iniciativa por entender que essa também é uma forma de se empreender, por isso a realização dos cursos de olericultura básica, ajudando a comunidade local na distribuição dos alimentos cultivados”, destacou.
A titular da pasta disse ainda que esse projeto de horta comunitária deverá se estender às outras unidades dos CRAS, instalados nos bairros Cristo Rei, São Mateus e Jardim Glória. “Os usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos também irão ajudar no cuidado com a horta bem como as crianças, uma vez que o espaço servirá também como uma fonte de atividade e aula de campo”, destacou.
O instrutor do SENAR, Guilherme Guimarães Vilela, disse que neste primeiro momento fará o planejamento do espaço destinado para a horta. “Iremos utilizar todas as metodologias do SENAR com as aulas teóricas, depois vamos passar para as aulas práticas. Para este primeiro momento, realizaremos o curso de Olericultura Básica, depois produções de folhosas e sistema de irrigação para hortaliças e de frutos. Cada curso dessa cadeia de produção é de 40 horas cada um, totalizando mais de 200 horas”, comentou.
Já o coordenador de Desenvolvimento Rural e Sustentável, Jhonattan Fernandes, disse que a Secretaria de Meio Ambiente será parceira da ação na parte da assistência técnica. “O nosso trabalho consiste nas visitas às hortas, com a equipe técnica e engenheiros agrônomos para a identificação de possíveis dificuldades, como a presença de insetos e problemas que essas plantas podem estar sujeitas, até porque durante a evolução das hortaliças elas também estão sujeitas a essas pragas. Vamos entrar na parte da assistência e melhorar essas produções”.
Moradora do bairro Santa Maria, a dona de casa Viviane Almeida Damião Ferreira, disse que se encontra desempregada e resolveu se inscrever no curso de Olericultura para poder atender às técnicas e desenvolver em casa. “É importante saber todas as etapas para que possamos criar o nosso canteiro de hortaliças, que pode ser para nosso consumo e quem sabe uma fonte de renda”.
Jessil Antônio Santana, também morador da região, disse que já tentou por várias vezes o cultivo de hortaliças em casa, porém o resultado não foi o esperado. “Por isso resolvi me inscrever nesse curso, para aprender todas as técnicas necessárias para o cultivo de hortaliças. Tenho um espaço em minha casa já reservado para a horta, e já comprei também todos os equipamentos e sementes para dar início aos trabalhos. O que eu aprender nas aulas, irei desenvolver em meu quintal. Dessa vez vou ter um melhor resultado”.
PARCERIA: O presidente do Sindicato Rural de Nossa Senhora do Livramento, Benedito de Almeida, destacou positivamente a parceria de serviço junto a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, bem como as secretarias de Assistência Social e Meio Ambiente no intermédio dos cursos que estão sendo ofertados, de forma gratuita, à população local. “Essa parceria tem sido ampliada cada vez mais e a gestão do prefeito Kalil Baracat está de parabéns por essa iniciativa. É importante que a população tenha essa oportunidade de se capacitar para o mercado de trabalho, e para se empreender também”.
A secretária adjunta de Assistência Social, Daniela Barone, que participou nesta manhã da abertura do curso, disse da satisfação em fazer parte desse movimento que vem sendo realizado em Várzea Grande, no que tange a capacitação profissional de centenas de famílias. “Esse é o nosso objetivo, dar condições das pessoas terem conhecimento técnico aliado a prática de diversos ofícios. Queremos que vocês tenham essa oportunidade e que saibam aproveitar cada momento para aprender mais e mais”.
A gestora disse ainda que Várzea Grande tem sido referência para outras cidades do Estado de Mato Grosso, todos os cursos realizados aqui no município tiveram 95% de aproveitamento.
Fonte: SECOM VG
Mato Grosso
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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