Mato Grosso
Prefeitura de Cuiabá determina uso de até 70% da frota do transporte público a partir de 4 de maio
Mato Grosso
Da Redação
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, anunciou na tarde de hoje (3), a efetivação da segunda etapa do plano de retomada gradativa e segura das atividades econômicas na capital. A partir de segunda-feira (4), em atendimento ao decreto 7886/2020, os prestadores de serviço retomam suas atividades na capital. As medidas foram delimitadas para evitar à disseminação do novo Coronavirus na capital.
“Essas medidas estão sendo adotadas considerando que Cuiabá tem o menor índice de óbitos do país e aparece como uma das menores com infecção pelo vírus, mas isso não significa que nós podemos relaxar. As pessoas precisam de bom senso, que usem as máscaras, que nos auxiliem no cumprimento das medidas”, declarou o prefeito. Ele ainda relembrou que as ações foram elaboradas em parceria com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso. A partir do dia de maio, os prestadores de serviços retomam as atividades no horário das 8h às 14h.
Veja abaixo a íntegra das medidas:
Aumento da frota até 70% e cada veículo apenas poderá rodar com 50% da lotação máxima;
Cada veículo terá à disposição dos passageiros álcool 70%;
Abertura das estação Alencastro, Bispo, Dom José e Ipiranga, restringindo a entrada apenas pela porta dianteira;
Será apenas admitida a entrada de passageiros com uso de máscara;
Os ônibus serão devidamente higienizados após cada viagem;
No tocante à fiscalização, serão designados agentes de trânsito e transporte no sentido restringir o acesso a quem não estiver usando máscaras;
Equipe volante para fiscalizar eventuais falhas nas linhas de ônibus;
Nos terminais do CPA 1, CPA 3, Pedra 90, São Sebastião, Parque Cuiabá, bem como todas as garagens de concessionária do serviço de transporte estarão disponíveis ônibus reservas a fim de suprir eventuais demandas.
Foto: Luiz Alves
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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