Mato Grosso
Prefeito faz alerta contra relaxamento de medidas de biossegurança na pandemia
Mato Grosso
Da Redação
Buscar estratégias para diminuir o avanço da COVID-19 em Cuiabá, achatando a curva de aceleração de contágios tem sido o objetivo da gestão Emanuel Pinheiro nos últimos quatro meses. De acordo com o prefeito, é preciso cobrar das autoridades políticas públicas, mas é necessário também que cada um colabore pelo bem de todos.
“A maioria da população está consciente, mas infelizmente ainda temos uma parcela significativa que promove um relaxamento muito grande. Só existe a fiscalização porque muita gente não respeita. Não coloque você, sua família e a saúde pública em risco. É o apelo que sempre fazemos. Cobre do seu gestor, mas eu também vou cobrar de vocês, de cada cidadão a consciência e responsabilidade em fazer a sua parte. Só assim vamos vencer essa guerra contra a COVID-19, apesar das perdas e traumas que já tivemos”, pontua o prefeito de Cuiabá.
De acordo com dados da Secretaria de Ordem Pública, operações de prevenção a COVID-19 já resultaram em multas que ultrapassam R$ 260 mil, no período de 27 de março até o dia 9 de julho. Desse montante, R$ 251.871,12 em multas foram aplicadas a 364 estabelecimentos que não são considerados essenciais em meio à pandemia. Dentre os que exercem atividades essenciais, as multas chegaram ao valor total de R$ 10.962,54 em 18 estabelecimentos.
Atualmente, com 57 atividades essenciais em funcionamento, o prefeito Emanuel Pinheiro reitera o respeito as intenções do Ministério Público e demais autoridades da Justiça, mas reforça a defesa da autonomia do gestor municipal na tomada de decisões e pede reconhecimento ao trabalho já feito por toda a sua equipe técnica.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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