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Prefeito concilia combate à Covid-19 e mantém Cuiabá em pleno desenvolvimento

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Da Redação.

Manter o foco nas medidas voltadas à saúde pública, mas sem fechar os olhos para outras importantes áreas que contribuem com o desenvolvimento da cidade. É conciliando a atenção em diferentes projetos que, conforme destacado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, a Prefeitura de Cuiabá tem trabalhado durante o período de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19). 

Em entrevista coletiva de imprensa, online, realizada na segunda-feira (20), o chefe do Executivo enfatizou que, com o advento da Covid-19, o Município precisou adequar seus projetos ao atual momento, porém sem paralisar o que já estava em andamento. Segundo ele, é preciso trabalhar para vencer o vírus e, ao mesmo tempo, preparar a Capital para o pós-pandemia.

“As obras e ações não pararam, pois já estavam lançadas e foram colocadas em prática com planejamento e seriedade. Desenvolvemos uma gestão de puro amor, intensidade e dedicação por Cuiabá e pela nossa gente. Uma gestão de inclusão social, sempre priorizando os mais carentes e menos favorecidos. Uma gestão que não para, mesmo quando foi surpreendida com uma pandemia”, evidenciou o gestor. 

TRABALHO CONTÍNUO 

Para se ter uma ideia, mesmo com as dificuldades, inclusive no âmbito financeiro, impostas pela pandemia da Covid-19, a Prefeitura conseguiu dar seguimento a diversas obras iniciadas antes deste período. Muitas delas foram entregues à população há poucas semanas, atendendo as necessidades das áreas da saúde, infraestrutura, lazer e mobilidade urbana.  

São os casos, por exemplo, do Centro Odontológico do Dom Aquino, da Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Independência, das Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Parque Ohara e Residencial Ilza Terezinha, e da Clínica de Saúde da Família do CPA I. Somados a esses, o Residencial Ana Maria recebeu a tão sonhada pavimentação, a Avenida Fernando Corrêa da Costa foi totalmente recuperada, uma nova passarela foi levantada em frente a rodoviária e o Bela Vista ganhou uma praça pública. 

Ao mesmo tempo, outras importantes obras foram continuadas e, ainda que com um cronograma reprogramado, têm previsão de entrega para este ano. Estão nesse grupo os viadutos José Maria Barbosa (Av. das Torres) e Murilo Domingos (Beira Rio), as obras de pavimentação como no São João Del Rey, Dom Bosco e outras dezenas bairros, a requalificação da Orla do Porto II e o trabalho de ampliação e revitalização do Mercado do Porto. 

LANÇAMENTOS 

Além disso, com a conquista de novos investimentos e parceria com a iniciativa, fruto de um gestão fiscal responsável, foi possível ainda ampliar benefícios para outras comunidades. Bairros como Nova Esperança III, Jardim Industriário II, Despraiado, Jardim Imperial II (2ª etapa), Sol Nascente, Guaicurus e Jardim Eldorado foram incluídos no programa Minha Rua Asfaltada e recebem obras de rede de drenagem e pavimentação. 

A Avenida Dante Martins de Oliveira (Av. dos Trabalhadores) terá um trecho de cerca de dois quilômetros duplicado. Também está prestes a ser lançada a construção da Avenida Contorno Leste, que terá mais de 17 quilômetros. Unindo forças com a iniciativa privada, foi iniciada ainda a edificação de uma ponte de concreto sobre o Córrego do Moinho e a criação de uma nova via, interligando as avenidas República do Líbano e a Dr. Hélio Ribeiro. 

“É uma grande quantidade de projetos, obras e ações em andamento, para os quais não medimos esforços para dar continuidade de forma paralela a aplicação de medidas de combate ao coronavírus. Muitas serão inauguradas ainda neste anos. Todavia, mesmo aquelas que não forem concluídas em 2020, ficarão bem encaminhadas e serão importantes legados para a cidade”, pontuou Pinheiro. 

Foto: Luiz Alves/Prefeitura CBA

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Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

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A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%.

Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. 

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro. 

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões.

Colchão

Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro.

Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais.

Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro:

  •     Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%;
  •     Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%.

Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos

  •     Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%;
  •     Títulos prefixados: 20% a 24%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  •     Instituições financeiras: 31,33% do estoque;
  •     Fundos de pensão: 22,41%;
  •     Fundos de investimentos: 22,93%;
  •     Não-residentes (estrangeiros): 9,58%
  •     Demais grupos: 13,76%.

Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).



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