Mato Grosso
Polícia Civil prende traficante que vendia drogas com filho no colo em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
A polícia civil prendeu uma traficante que mantinha em sua casa, um ponto de drogas, no bairro Jardim Industriário II em Cuiabá, na quinta-feira (10) após ser descoberta em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).
A suspeita, de 26 anos, não tinha problemas em atuar com o comércio ilícito na presença do filho de apenas dois anos e vendia o entorpecente até mesmo com a criança no colo.
As investigações iniciaram após a equipe da DRE receber várias informações sobre o ponto de venda de drogas, comandado por uma jovem, no bairro Jardim Industriário.
Após monitoramento do endereço, os policiais visualizaram o momento em que um usuário foi ao local e adquiriu entorpecente, constatando a veracidade das denúncias. Ao perceber a presença dos policiais que realizariam a abordagem, a suspeita tentou fugir do local, carregando a criança.
Na abordagem, a suspeita apresentou aos policiais uma porção de pasta base de cocaína, R$ 98 em dinheiro e o aparelho celular que estavam em seus bolsos. Em buscas na residência da traficante, foi apreendida balança de precisão com resquícios da droga, outras porções de pasta base de cocaína já preparadas para venda que estavam escondidas em buracos de tijolo e mais R$ 350 em dinheiro.
Diante das evidências, todo material ilícito foi apreendido e a suspeita foi conduzida à DRE, onde após ser interrogada pelo delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.
A criança foi deixada com a avó (mãe da suspeita), que mora próximo ao local da abordagem. “A traficante já é costumada a atuar com o comércio de entorpecentes, possuindo quatro passagens anteriores por envolvimento no crime”, disse o delegado.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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