Mato Grosso

Polícia Civil não descarta a possibilidade de sequestro da criança em Lucas do Rio Verde

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Da Redação

Após o menino de 2 anos ser encontrado na tarde deste domingo (27), no aterro sanitário de Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá), a Polícia Civil continua as investigações para tentar desvendar o desaparecimento. 

O garoto desapareceu na tarde de quinta-feira (24), véspera de Natal. Os pais o deixaram dormindo no quarto enquanto consertavam um disjuntor. Ao retornarem, não encontraram o filho. 

 A criança foi encontrada por volta das 15h15 pelo Corpo de Bombeiros no aterro sanitário do município, a 1.450 metros de onde desapareceu. 

As equipes receberam a ligação de um morador da cidade, que trabalha no local, e informou seu paradeiro. 

Seu estado de saúde é estável. Ele possuía vários arranhões nas pernas e também apresentava assaduras na virilha, possivelmente de caminhadas extensas em região de mata.

Em razão desses ferimentos, os investigadores trabalham com a hipótese de que o garoto pode ter chegado ao local sozinho, mas não descartam a possibilidade de ter sido abandonado ali por outra pessoa. 

”Agora as investigações policiais continuam. Queremos saber as circunstâncias em que a criança chegou ao local. O inquérito policial tem 30 dias para ser concluído, quando teremos uma solução cabal do fato”, disse o delegado Eugênio Rudy Junior. 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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