Mato Grosso
Polícia Civil e Detran realizam a prensa de mais de 425 motocicletas apreendidas na Delegacia de Sorriso
Mato Grosso
Da Redação
Mais de 425 motocicletas apreendidas que estavam acumuladas no pátio da Delegacia de Sorriso (442 km a Oeste de Cuiabá) foram prensadas, pela Polícia Civil em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em uma operação de limpeza da área na unidade.
Os veículos prensados foram apreendidos administrativamente há mais de cinco anos e estavam guardados no pátio da Delegacia de Sorriso, deixando o local insalubre, acumulando lixo, mato, mosquitos e trazendo diversos transtornos para servidores da unidade e moradores da região.
O trabalho para prensa das 426 motocicletas realizado em parceria com o Detran iniciou no ano passado, quando a equipe da Polícia Civil catalogou cada um dos veículos guardados no pátio com devido número de placa e chassis. A listagem foi repassada a equipe do Detran para dar baixa no sistema.
Após o procedimento administrativo, as motocicletas foram retiradas do pátio da Delegacia de Sorriso e encaminhadas ao Detran, onde foi realizada a prensa. A operação de limpeza do pátio durou três dias iniciando na tarde de quinta-feira (11) e finalizando no sábado (13), no final do dia.
A prensa dos veículos foi realizada por uma empresa licitada do estado que também atuou na limpeza do pátio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) em Cuiabá. Para o delegado titular da Delegacia de Sorriso, André Eduardo Ribeiro, este é um momento impar na unidade, já que é a primeira limpeza de pátio realizada no município.
“Alguns veículos estavam apreendidos no pátio há mais de dez anos e agora com a limpeza do espaço vamos fazer o melhor aproveitamento e a revitalização da área limpando, limpando, e transformando o local em um estacionamento, onde poderão ser guardadas as viaturas da unidade”, disse o delegado que também atuou na limpeza de pátio da Delegacia de Comodoro no ano de 2016, quando estava na unidade.
Foto: PMMT
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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