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PM morre ao tentar salvar 4 crianças que se afogavam em praia

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Da Redação

Um policial militar de 31 anos morreu ao tentar salvar quatro crianças que se afogavam em Itanhaém, no litoral de São Paulo. As informações foram confirmadas ao G1 nesta quarta-feira (30). Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Diogo Gomes de Melo estava compondo o efetivo da Operação Verão na Baixada Santista.

O policial integrava a 1ª Companhia do 13° BPM/M, localizado na capital paulista. No fim da tarde desta terça-feira (29), ele estava em seu horário de folga, usando trajes civis, desarmado e acompanhado de familiares na Praia do Suarão.

Segundo o GBMar, a esposa do PM relatou à corporação que, em certo momento, o marido entrou no mar para salvar quatro crianças que se afogavam – o filho dela, de 10 anos, e três sobrinhos, de 12. Ele conseguiu alcançar duas, porém, acabou arrastado pela correnteza, e as quatro crianças foram retiradas do mar por banhistas.

Os bombeiros foram acionados às 16h20 por rádio para salvar a vítima, e rapidamente compareceram ao local. A equipe se mobilizou para encontrá-lo, porém, pouco depois, por volta das 17h10, outro setor do GBMar foi acionado para atender à localização de um corpo no mar.

Com a chegada das equipes, foi constatado que tratava-se do policial desaparecido. Assim, foi acionado o suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou a vítima à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itanhaém, onde foi confirmado o óbito. O caso foi registrado no 2º DP da cidade.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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