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PF faz buscas contra morador de MT por ameaçar ministro do STF

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Da Redação

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira (22) a Operação Shield, com o objetivo de investigar e prevenir a concretização de ameaças à vida do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e de seus familiares, praticadas por um morador de Paranatinga.

Foram cumpridos dois mandados judiciais, sendo um de busca e apreensão, e outro de proibição de aproximação do ministro e seus familiares, bem como dos seus locais de trabalho e residência. Além disso, houve bloqueio da rede social utilizada para a perpetração das ameaças.

O investigado se identifica nas redes sociais como Ezequiel Souza Lopes. Em novembro, ele postou em uma rede social a seguinte mensagem: “Você Alexandre de Moraes e a sua família vai ser executada, e não tem mais volta você, você pediu isso, então toma tiro”. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília. Alexandre de Moraes é o relator de um inquérito a fim de apurar ameaças a ministros do Supremo.

No entanto, a operação realizada nesta terça no Mato Grosso não tem relação direta com a ação que está nas mãos do ministro.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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