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Peixe Santo é realizado em sistema drive thru; inscrições abertas para comerciantes até o dia 22 de março

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A Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico torna público edital para credenciar interessados na venda e doação de pescado durante o evento “Peixe Santo”. As inscrições estão abertas até às 16h do dia 22 de março. A documentação deve ser encaminhado para a Comissão Permanente de Licitação, no Palácio Alencastro. O evento vai acontecer de 31 de março a 02 de abril em sistema de drive thru. A nova modalidade de comercialização foi adotada para atender as medidas de biossegurança em momento de pandemia da COVID-19. Confira edital e documentos AQUI.

“É um esforço de manter acesa a cultura da tradição do Peixe Santo, em um formato que se adeque a nova realidade da pandemia. Não podemos deixar nossa cultura ser esquecida, mas também é preciso responsabilidade com o momento de pandemia em que vivemos”, disse o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

O projeto ocorre há quase 30 anos e já virou tradição em Cuiabá, sendo um evento que reúne, todos os anos, milhares de participantes, com resultado significativo no comércio de peixes, atingindo, em 2018, cerca de 140 toneladas.

No ano de 2020, o Peixe Santo não ocorreu, em razão das normas de enfrentamento ao novo Corona Vírus – COVID 19. Este ano, para manter a tradição e para evitar aglomerações, a Prefeitura irá retornar a execução do projeto, cumprindo as exigências relacionadas à biossegurança, de acordo com recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Por conta da pandemia nós não realizamos o Peixe Santo. Este ano, por uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, organizamos o evento de forma segura e que cumpra as medidas de biossegurança exigidas pelo momento, ofertando o peixe com certificação e cumprindo os cuidados com a saúde pública em primeiro lugar”, pontuou o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.

O Peixe Santo vai acontecer entre nos dias 31 de março (quarta-feira), das 8h às 18h, no dia 01 de abril (quinta-feira), das 8h às 19h e no dia 02 de abril (sexta-feira Santa), das 8h às 12h. Cada carro poderá comprar apenas o máximo de 5 peixes. O drive thru vai funcionar em quatro pontos da capital: Parque Tia Nair, Centro de Eventos do Pantanal, Centro Cultural Silva Freire e Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT).

De acordo com edital, os interessados em vender devem apresentar requerimento impresso e devidamente preenchido na Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, juntamente com documentos elencados, como CPF, CNPJ e selo de qualificação do produto.

Dentre as exigências, é necessário possuir o mínimo de 20 toneladas de pescado para a comercialização no evento e apresentar Certidão de Regularidade Municipal e Trabalhista. Além de aceitar o preço do pescado tabelado pela Secretaria em R$ 15,90 o quilo.

Informações adicionais devem ser encaminhados por email cpl@cuiaba.mt.gov.br. O Credenciamento e o envelope contendo os Documentos de Habilitação e Formulário de Requerimento deverão ser entregues à Presidente da Comissão Permanente de Licitação até às 16:00 (dezesseis horas), do dia 22 de março de 2021 – Fuso horário de Cuiabá/MT, diretamente na Prefeitura Municipal de Cuiabá/MT – Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contratos/Secretaria Municipal de Gestão – SAELC/SMGe – Telefone: (65) 3645-6156. Atendimento: Das 08:00 às 12:00hs e das 14:00 às 18:00hs. Endereço: Praça Alencastro, n° 158, 5º Andar – Centro – Cuiabá/MT.

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Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

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A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%.

Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. 

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro. 

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões.

Colchão

Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro.

Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais.

Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro:

  •     Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%;
  •     Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%.

Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos

  •     Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%;
  •     Títulos prefixados: 20% a 24%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  •     Instituições financeiras: 31,33% do estoque;
  •     Fundos de pensão: 22,41%;
  •     Fundos de investimentos: 22,93%;
  •     Não-residentes (estrangeiros): 9,58%
  •     Demais grupos: 13,76%.

Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).



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