Mato Grosso
Pavimentação na MT-322 vai interligar Novo Santo Antônio e Serra Nova Dourada no Xingu
Mato Grosso
Da Redação
Investimento do Governo do Estado de R$ 65 milhões na MT-322 vai interligar os municípios de Novo Santo Antônio e Serra Nova Dourada, na Região do Xingu em Mato Grosso. A pavimentação de 56,2 quilômetros da rodovia, tocada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), já está com 42% dos serviços executados e a previsão é de que seja concluída em maio de 2021.
Desse trecho, 24 quilômetros já recebem a aplicação da capa asfáltica e a rodovia, que antes era de terra, já apresenta uma nova aparência.
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, com a pavimentação da rodovia entre esses dois municípios será possível interligar as cidades em direção à BR-158 e facilitar o escoamento da produção agropecuária da Região do Xingu.
Além disso, a pavimentação facilita o acesso das duas cidades até as cidades-polo de Água Boa e Barra do Garças, que são referências no atendimento de saúde da região, valorizando uma região que por muito tempo não tinha um investimento tão importante em infraestrutura.
“Essa é mais uma obra em benefício da Região Nordeste do Estado, em especial a Região do Xingu. Um asfalto que vai melhorar a qualidade de vida da população, o escoamento da produção e contribuir para o desenvolvimento de todo o Mato Grosso”, afirmou o secretário.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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