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Passageiro atira em motorista que exigiu uso de máscara

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Da Redação

Um passageiro atirou contra um motorista de aplicativo, de 24 anos, depois de se recusar a usar a máscara de proteção contra o corona vírus (Covid-19), durante uma corrida em Cuiabá. O motorista saiu ileso e registrou boletim de ocorrência. 

Segundo o relato da vítima, o passageiro embarcou sem máscara na Rua São Cristóvão, no Bairro Jardim Paulista. O motorista pediu para que ele colocasse uma, já que o uso é obrigatório durante as viagens do aplicativo. 

O passageiro disse que colocaria a máscara depois que fizesse algumas ligações e o motorista pediu para que ele a colocasse mesmo assim em razão das normas de biossegurança do aplicativo. 

O motorista chegou a abrir os vidros com receio de que algo acontecesse. Neste momento, os dois começaram a discutir. O motorista decidiu parar o carro e pediu para que o passageiro saísse. 

Contrariado, ele desceu e, enquanto o motorista deixava o local, o suspeito sacou uma arma e disparou três vezes na direção do veículo. O suspeito chegou a esquecer uma bolsa no banco de trás do carro, mas a vítima ainda a jogou pela janela e saiu imediatamente do local. 

O motorista procurou a Delegacia de Polícia e registrou a ocorrência. O suspeito ainda não foi encontrado. 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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