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Parlamentar defende que recursos devolvidos pela AL sejam destinados para ampliação de UTIs e programas sociais

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Da Redação

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) solicitou ao presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM) e ao governador Mauro Mendes que os recursos que serão devolvidos pela Assembleia Legislativa ao governo do estado sejam destinados para criação de leitos de isolamento e leitos de Unidade de Terapia Intensiva exclusivos para tratamentos de pacientes com a infecção pelo coronavírus e também para programas sociais para ajudar trabalhadores informais e desempregados.

De acordo com o parlamentar, o dinheiro deve ser usado em Hospitais Regionais, uma vez que parte destas unidades já dispõe de boa estrutura e tem condições de receber ampliação. “A situação é muito delicada, tenho certeza que o Estado vai agir com o bom senso e se posicionar favoravelmente ao nosso pedido. A Alemanha já provou que o maior volume de Unidades de Terapias Intensiva e leitos de isolamento são essenciais para prevenir mortes pela doença Covid-19”, destacou o parlamentar.

Thiago ressaltou que os leitos impactam diretamente em regiões como a de Rondonópolis, que já tem um caso confirmado pelo Lacen-MT e outro esperando a contraprova. “Em Rondonópolis nós temos o Hospital da Unimed servindo como base e o Hospital Regional de apoio. Se os casos aumentarem precisaremos do HR a todo vapor e com isolamento total de ala. Vamos trabalhar para que essas medidas sejam colocadas em práticas o quanto antes”.

O deputado ainda lembra que o Hospital Regional já tem um espaço pronto para ser usado como para isolamento. “Trata-se do box de emergencial do hospital, que ainda não foi inaugurado, mas está praticamente pronto e com estrutura adequada”.

 

Foto: Fablício Rodrigues/ALMT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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