Mato Grosso
Parceria entre TCE-MT e Senai recupera mais 13 respiradores
Mato Grosso
Da Redação.
Em quatro dias, 13 respiradores mecânicos foram recuperados pela equipe técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional de Mato Grosso (SENAI/DR-MT), unidade Várzea Grande, e estão liberados para a utilização na rede pública hospitalar do Estado no tratamento de pacientes acometidos pelo novo coronavírus (Covid-19). A ação é fruto da parceria com o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que prevê a recuperação de 87 respiradores sem condições de uso.
De segunda-feira (8) até quinta-feira (11), 13 respiradores receberam manutenção e estão liberados para utilização na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Hospital Geral, Hospital Metropolitano e os Hospitais Regional de Alta Floresta, Cáceres, Sorriso e Sinop. Dos 118 respiradores recebidos para avaliação e manutenção, 28 foram arrumados e entregues para as unidades hospitalares, 7 aguardam peças, totalizando 35 respiradores recuperados.
A manutenção dos respiradores é fruto do acordo técnico-financeiro-emergencial assinado entre TCE-MT e Senai, no mês passado. O termo prevê suporte financeiro da Corte de Contas no montante de R$ 500 mil para aquisição de peças e outros materiais necessários para o reparo dos respiradores.
“Sabemos da importância desses respiradores para as unidades hospitalares no combate à Covid-19. O convênio entre TCE-MT e Senai foi altamente positivo e os respiradores, que hoje estão sendo devolvidos para a sociedade, vão salvar vidas”, afirmou o presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf.
De acordo com o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira a parceria foi muito importante porque viabilizou a manutenção e recuperação dos respiradores, algo que a equipe do Senai tem capacidade técnica para fazer.
Foto: TCE-MT
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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