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Incêndios Florestais: Mais R$ 300 mil foram destinados para o resgate de animais

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Mato Grosso

Da Redação 

Serão destinados mais R$ 300 mil para ações de resgate e atendimento de animais atingidos pelos incêndios florestais do Pantanal, em Mato Grosso. O Posto de Atendimento Emergencial de Animais Silvestres (PAEAS) que receberá o reforço fica localizado no km 17 da rodovia Transpantaneira (MT-060) e o Governo já investiu R$ 500 mil na ação.

“A Secretaria de Estado de Meio Ambiente acionou o Programa REM (Programa Global REDD Early Movers) que já sinalizou com a autorização para a entrega de mais R$ 300 mil só para o posto de atendimento”, explica a secretária de Estado de Meio Ambiente (SEMA), Mauren Lazzaretti.

Com investimento inicial de R$ 500 mil, o Estado já viabilizou a estrutura de atendimento, insumos, carros e veículos como caminhões-pipa, cochos e recintos para os animais.

Os cuidados aos animais oferecidos pelo corpo técnico de veterinários, assistentes, bombeiros militares, policiais militares, biólogos, e voluntários que estão atuando na linha de frente do atendimento no PAEAS, fazem parte das ações para diminuir os impactos dos incêndios – ainda não mensurados – na fauna e flora.

“Nós estamos mobilizados para fazer o controle dessa situação desastrosa, junto com toda a comunidade científica, com os voluntários, como órgão ambiental, testando novas alternativas para que a gente possa passar por este momento mitigando e reduzindo da melhor forma os impactos, e também estabelecendo novas estratégias para que a gente possa de algum modo estar mais preparados para eventos futuros desta mesma natureza”, explica a secretária.

O Programa REM (REDD para Pioneiros pela sigla em Inglês) que irá destinar recursos para o atendimento dos animais, é uma iniciativa dos Governos da Alemanha e Reino Unido, que investe na proteção do meio ambiente em nações e estados comprometidos com a redução de emissões de CO2, por meio da conservação de florestas.

Posto de Atendimento de Animais

O PAEAS Pantanal realiza o resgate, atendimento inicial, recuperação e assistência com mantimentos aos animais silvestres atingidos direta ou indiretamente pelos incêndios desde o dia 30 de agosto. É um dos instrumentos de resposta aos incêndios florestais e integra as ações do Centro Integrado Multiagências (Ciman).

“Montamos um posto de atendimento emergencial com o objetivo de garantir que os animais que estão sendo resgatados pela nossa equipe do Corpo de Bombeiros e pelo Batalhão Ambiental pudessem ter os primeiros atendimentos, como em um pronto-socorro”, conta Lazzaretti.

O Posto possui local para internar, fazer os primeiros atendimentos e para orientar a reintrodução. Na eventualidade de precisar de acompanhamento, o animal fica internado no PAEAS, e em caso de necessidade de atendimento especializado, é feita a remoção para a estrutura de hospitais veterinários de Cuiabá.

“O objetivo é reintroduzir o animal em ambientes que estejam preservados. A estrutura do Corpo de Bombeiros está tentando manter este ambiente para que a fauna possa ser reabilitada”, pontua ela.

A unidade já atendeu muitas espécies de animais de pequeno e grande porte, como onças, lobetes, iguana, anta, jabuti, garça, jaguatirica, tamanduá, entre outros. A força tarefa para atendimento aos animais reúne esforços de órgãos do Governo de Mato Grosso, Governo Federal, entidades de classe, terceiro setor e instituições privadas.

O posto funciona com apoio das Secretarias Estaduais de Meio Ambiente, Segurança Pública, Saúde, universidades federais (UFMT e IFMT), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Ambiental, Marinha, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT), Ordem dos Advogados do Brasil, ONG Ampara Silvestre, Clínicas Veterinárias, Ibama, Prefeitura Municipal, trabalho voluntário e doações.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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