Mato Grosso
Parceria com transportadora permite envio de EPIs aos hospitais regionais do Estado
Mato Grosso
Da Redação
Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e a transportadora Satélite Norte permitirá que os profissionais da saúde dos hospitais regionais do Estado recebam mais unidades dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Os materiais foram doados por parceiros e enviados para a SES pelo Ministério da Saúde, como forma de garantir a proteção daqueles que estão na linha de frente do combate ao coronavírus.
Entre os EPIs, estão luvas de procedimentos não cirúrgicos, álcool em gel, óculos de proteção, sapatilhas descartáveis, máscaras, aventais, colchões toucas. Os insumos foram enviados no último sábado (04.04) aos Hospitais Regionais de Sorriso e Sinop; a entrega aos demais unidades regionais do Estado ocorrerá durante a próxima semana.
Contente com a solidariedade da empresa que realizou o transporte gratuito dos materiais, o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, ressalta a importância do gesto diante de um cenário em que todos precisam se ajudar. “Os profissionais são os principais beneficiados com a chegada rápida desses EPIs, pois eles continuarão trabalhando com as condições ideais de enfrentamento à COVID-19”.
Dos 562.780 mil EPIs anunciados pelo Ministério, o Estado recebeu 328.372 mil; o envio por parte do Governo Federal tem sido em quantidade reduzida e de forma fracionada. A distribuição desses equipamentos aos municípios será analisada e realizada pelas equipes técnicas, de modo que haja o gerenciamento desses itens, tendo em vista o cenário de pandemia em que o Brasil e o mundo se encontra.
Além dos EPIs recebidos do Ministério, a secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Caroline Dobes, informa que o órgão estadual também recebeu algumas doações de EPIs e vem adquirindo itens extras por meio de compra emergencial, conforme autoriza o Decreto Governamental nº 407/2020.
“Considerando que os materiais estão em falta em todo o mundo, a Secretaria faz uma força-tarefa no sentido de adquirir novos itens e conscientizar os profissionais sobre o uso correto dos EPIs, que dão suporte a eles no atendimento de casos suspeitos e confirmados de Síndrome Respiratório Aguda Grade e coronavírus”.
Foto: Secom-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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