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Pai morre ao proteger filho de tiros de membros de facção

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Da Redação

Um idoso de 66 anos morreu, na quarta-feira (2), ao se jogar na frente de um disparo para proteger o filho, de 29 anos, no centro de Araputanga (a 345 m de Cuiabá). O crime aconteceu em plena luz do dia por motociclistas na frente de um estabelecimento comercial. 

Segundo testemunhas, dois homens, vestindo roupas vermelhas, chegaram em uma moto, por volta das 9h30, em uma loja de consertos de refrigeradores. O objetivo era executar o jovem, que seria membro do PCC. 

O alvo havia chegado a poucos dias de São Paulo (SP) e possui antecedentes criminais. 

Ao perceber que os criminosos se aproximavam, o pai se jogou na frente do filho e o protegeu dos disparos. Ele foi atingido no abdômen e na perna. 

O idoso foi encaminhado para o hospital ainda com vida, mas não resistiu e foi a óbito. 

Os criminosos chegaram sem se anunciar e fugiram, tomando rumo ignorado. 

O filho foi ferido no ombro e não corre risco de morte. Ele foi levado para o Hospital Regional de Cáceres (a 225 km de Cuiabá). 

Acredita-se que o crime tenha sido encomendado pelo Comando Vermelho. 

Até o momento, os suspeitos não foram localizados. 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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