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Pacientes com covid-19 em Mato Grosso podem ser intubados fora das UTIs

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Da Redação

Para fazer frente drástica ao avanço da pandemia, em face das mutações (variantes) do novo coronavírus, os municípios mato-grossenses também poderão realizar procedimento de intubação de pacientes fora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), determinou o governo estadual. Conforme análise do Executivo, tal medida objetiva salvar vidas, hoje à mercê dessa letal doença por falta de vagas nas UTIs, posto que o sistema de Saúde vivencia colapso sequencial. Serão instalados três tipos de leitos, equipados com suporte respiratório, um deles com estrutura de intubação. 

Dessa forma, o governador Mauro Mendes anunciou a disponibilidade de 500 novos leitos clínicos, que, segundo observou, “garantem mais estrutura aos municípios do interior do Estado, inclusive com intubação de pacientes com covid-19 em enfermarias, por meio de suporte ventilatório não invasivo (VNI)”. Esse procedimento, acentua, será adotado até que os pacientes possam ser transferidos para uma Unidade de Terapia Intensiva. 

Na opinião do governador, a ventilação não invasiva tem sido suporte básico para os pacientes-covid-19 em estado grave. “Assim, um tipo de leito de estabilização, com respirador e toda a estrutura, pode fazer a diferença para que o paciente fique adequadamente estabilizado ao deslocamento necessário à UTI de referência”.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que estes novos leitos podem ser ampliados através de parcerias com os municípios, levando-se também em conta as condições estruturais dos mesmos para receber tal suporte clínico. Foi salientado que, para esses leitos dotados de VNI, com ventilação mecânica, por meio de máscaras de CPAP/BiPAP, as unidades interioranas precisam funcionar com UTIs habilitadas.

Na opinião do infectologista Luciano Corrêa, integrante dos quadros clínicos do Hospital Universitário Júlio Müller, Hospital Santa Rosa e Hospital Geral, trata-se de iniciativa que vem ao encontro do atual momento de crise no sistema de Saúde. “Há colapso geral, e assim você nem consegue transferir um paciente de um hospital para outro, de imediato”. Na sua opinião, todas as enfermarias deveriam dispor de respirador de retaguarda. 

Foi também explicado pela Secretaria de Saúde que as prefeituras poderão criar esse tipo de leito em parceria com o Ministério da Saúde (diárias respectivas de R$ 300,00, somando-se o custo do faturamento dos serviços realizados durante a internação do paciente (aquisição de medicamentos e/ou contratação de profissionais par atuar nesses leitos). 

No início da próxima semana, o Governo de Mato Grosso vai liberar para os 141 municípios R$ 69,8 milhões de créditos de 2016, 2017 e 2018, valores não repassados pela gestão anterior. Também adiantará R$ 6,2 milhões que seriam repassados no próximo mês de abril para que as prefeituras promovam investimentos nas unidades de Atenção Básica e Primária.

 

 

 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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