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Operação Dispersão IV aplicou R$ 2,6 milhões em multas

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A PMMT também identificou mais de 60 mil pessoas em aglomerações

Da Redação

Realizada desde o mês de março nos 141 municípios de Mato Grosso, a Operação Dispersão IV, já aplicou R$ 2.634.000,00 milhões em multas a pessoas que infringiram as normas de biossegurança e o toque de recolher.

As 2.931 multas correspondem ao registro de aglomerações, descumprimento do horário de fechamento de estabelecimentos e não uso da máscara de proteção facial para evitar a transmissão da Covid-19.

Conforme relatório da Polícia Militar, foram contabilizadas durante a operação 24.592 orientações em geral referentes às restrições, 47.026 abordagens em veículos, 62.253 pessoas estavam em situações de aglomerações e 44.276 orientações foram direcionadas à população pelo não uso da máscara de proteção facial.

O número de detenções por descumprimento das restrições de circulação de pessoas foi de 617, outras 1.034 pessoas chegaram a ser detidas por aglomerações e 508 estabelecimentos foram notificados por descumprimento do horário de fechamento obrigatório às 19h.

Na última operação, realizada entre os dias 21 e 22 de junho, das 19h às 5h da manhã, foram aplicados R$ 3.000,00 em multas. Ao todo, foram abordadas 131 pessoas em barreiras e 35 pessoas foram dispersas em aglomerações.

Os órgãos de segurança do Governo estão atuando de forma mais severa, aliando a conscientização e aplicação de multas, para que a população entenda a importância do isolamento social e cumprimento das medidas restritivas para o combate à pandemia da Covid-19.

A multa é de R$ 500 para o cidadão e R$ 10 mil para o estabelecimento, e podem ser triplicadas em caso de reincidência no descumprimento das medidas. No caso dos estabelecimentos, também há possibilidade de interdição do local pelo período de 30 dias e detenção do responsável.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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