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Mulher espancada pelo namorado em resort desabafa: “Vi a morte na minha frente”

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Da Redação

O produtor rural N.R.G, acusado de agredir uma jovem de 21 anos na ultima noite de sexta-feira (22) em um resort na região do lago do Manso, ele responde a diversos processos na Justiça. Além de mais de 10 ações trabalhistas, o suspeito também responde a um inquérito policial, foi réu em um processo de violência doméstica e é réu em uma ação do Ministério Público que tramita na Comarca de Lucas do Rio Verde.

Homem que agrediu jovem em resort é produtor rural; vítima relata medo de morte

De acordo com o Jusbrasil, o nome de N.G aparece em mais de 50 processos. No entanto, em nem todos eles ele figura como réu. Há mais de 10 processos trabalhistas movidos contra o produtor rural tramitando na Justiça do Trabalho e também no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Nédio é alvo de um processo na Justiça Federal movido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), referente a dano ambiental. Além disso, o produtor rural é alvo de um inquérito policial que tramita na 2ª Vara Criminal de Sorriso, e é réu em uma ação do Ministério Público.

O suspeito também figurou como réu em um processo sobre agressão física no âmbito doméstico, que tramita no TJMT. O processo é do ano de 2011 e tem como vítima uma mulher identificada como G.C.C.M.

O caso

De acordo com informações da Polícia Civil as prisões ocorreram por volta das 6h34 de ontem (23). As agressões teriam ocorrido na noite do dia anterior. Em um vídeo registrado por uma hóspede do local é possível ouvir os gritos da vítima. A testemunha diz que chamou a polícia, mas ninguém aparecia. Também é possível ver a sombra do homem partindo para cima da vítima.

Foram conduzidos pela Polícia Militar até a Delegacia de Chapada dos Guimarães o suspeito e a filha dele, que teria tentado impedir o trabalho dos militares. A vítima e outras testemunhas foram ouvidas pelo delegado plantonista.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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