Mato Grosso
MT sai da terceira divisão e vai direto para elite dos estados com melhor gestão fiscal
Mato Grosso
A série histórica teve início em 2014, e desde então, Mato Grosso nunca havia conquistado nota máxima
Da Redação
O Governo de Mato Grosso conquistou, pela primeira vez, a nota máxima da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), quanto à Capacidade de Pagamento do Estado (Capag). A série histórica teve início em 2014, e desde então, Mato Grosso nunca havia conquistado essa pontuação.
De acordo com a STN, o Estado de Mato Grosso está “elegível”, ou seja, a União poderá dar garantias em transições de financiamento em favor do Estado. Apenas os Estados do Espírito Santo e Roraima obtiveram a mesma nota no país.
O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes nesta segunda-feira (24.05), em coletiva de imprensa virtual que contou com a presença do deputado federal Juarez Costa, do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, e de secretários de Estado.
“De um Estado com dívidas de R$ 3,5 bilhões no início de 2019, estamos com as contas equilibradas e com um Estado economicamente recuperado, após 10 anos de descontrole. Trabalhamos muito para isso e é um resultado muito importante para o Governo que poderá, a partir de agora, fazer operações de crédito com garantia da União para investimentos públicos”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O resultado foi obtido seguindo a metodologia que avalia três principais indicadores: endividamento, poupança corrente e liquidez. O primeiro indicador é calculado pela relação entre a dívida consolidada e a receita corrente líquida. O segundo é definido pela relação entre a despesa corrente e a receita corrente ajustada. Já o terceiro é calculado pela relação entre as obrigações financeiras e a disponibilidade de caixa bruta.


Christiano Antonucci SECOM MT
De acordo com Mauro Mendes, essa conquista só foi possível pelas medidas tomadas no início da gestão, que colocaram Mato Grosso no caminho certo do equilíbrio fiscal e financeiro.
“Reduzimos despesas e trabalhamos para melhorar a arrecadação do Estado. Muito desse trabalho já pode ser visto pela população com entregas de obras e ações em infraestrutura, saúde, educação, segurança pública, só para citar algumas áreas”, declarou o governador.
Entre as medidas adotadas desde janeiro de 2019, estão a reforma administrativa, que reduziu de 24 para 15 o número de secretarias; corte de gastos; renegociação de dívidas; combate à sonegação fiscal; revisão dos incentivos fiscais; reedição do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação); revisão dos critérios de concessão da revisão da RGA (revisão geral anual); a nova Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estadual.
“Mato Grosso voltou a honrar seus compromissos com os servidores, fornecedores, Poderes, municípios e, principalmente, com a população, que necessita de serviços públicos de qualidade. Tudo isso foi definitivo para que o Estado alcançasse a nota A do Tesouro Nacional”, concluiu Mauro Mendes.
Os investimentos já feitos contabilizam em mais de 2 mil quilômetros de rodovias asfaltadas, seis novos hospitais, 35 escolas novas, 5 mil pontes de concreto, entrega de armamentos e fardas novas às forças de segurança, maquinário para a agricultura familiar, com geração de emprego e renda.
Resultado do Tesouro Nacional
O resultado foi obtido seguindo a metodologia que avalia três principais indicadores: endividamento, poupança corrente e liquidez. O primeiro indicador é calculado pela relação entre a dívida consolidada e a receita corrente líquida.
O segundo é definido pela relação entre a despesa corrente e a receita corrente ajustada. Já o terceiro é calculado pela relação entre as obrigações financeiras e a disponibilidade de caixa bruta.
Em todos os indicadores Mato Grosso foi avaliado com a nota A.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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