Mato Grosso
MT Hemocentro recebeu mais de 19 mil doações de sangue em 2025
Mato Grosso
O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, recebeu mais de 19 mil doações de sangue em 2025. A Hemorrede do Estado também registrou mais de 31 mil doações nas unidades localizadas em Água Boa, Alta Floresta, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Colíder, Juara, Juína, Mirassol d’Oeste, Porto Alegre do Norte, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.
O banco de sangue é referência para pacientes com patologias do sangue e oferta tratamento para 3.309 pacientes na sede, localizada em Cuiabá.
Entre as patologias que o MT Hemocentro trata, estão hemoglobinopatias, coagulopatias hereditárias, PTI/plaquetopenia, anemias hemolíticas, aplasia de medula, leucopenia, hemocromatose/poliglobulia e trombofilia.
A unidade também realiza transfusão e sangria, atende pessoas com Doença de Gaucher, com prontuários provisórios, em investigação e outras anemias.
O diretor Fernando Henrique Modolo destaca que o trabalho integrado e os doadores regulares são essenciais para garantir um atendimento de qualidade aos pacientes.
“A atuação integrada entre o MT Hemocentro, a hemorrede do Estado e o comprometimento das equipes asseguram o atendimento adequado aos pacientes. Os doadores que doam sangue regularmente são essenciais para garantir a continuidade e qualidade do atendimento para aqueles que precisam”, afirmou.
O MT Hemocentro também realiza cadastro de possíveis doadores de medula óssea. No ato da doação de sangue, o cidadão pode manifestar interesse em se cadastrar como doador de medula óssea. Assim, seus dados ficarão disponíveis no site do Redome, para uma possível compatibilidade e doação futura.
Em 2025, dados preliminares mostram que 1.066 pessoas se cadastraram como candidatas à doação de medula óssea.
Serviço
A sede MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de Junho, nº 1.055, em Cuiabá. Para realizar o agendamento da doação de sangue, basta acessar o site da unidade. O voluntário também pode agendar a doação pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.
O banco de sangue funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e fornece o atestado de comparecimento ao doador. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, a unidade fornece um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho.
*Sob supervisão de Ana Lazarini
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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