Mato Grosso

Motorista é preso por furtar R$19 mil de cofre da empresa e fingir crime

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem, de 37 anos, foi preso, em flagrante, após furtar R$ 19 mil de um cofre “boca de lobo” de uma distribuidora de bebidas, na qual era motorista, em Nova Xavantina (645 km de Cuiabá). 

O acusado responderá por furto qualificado, fraude processual e falsa comunicação de crime. Tudo isso, pois ele comunicou um falso furto no caminhão da empresa, na qual o cofre teria sido violado.

O motorista estava hospedado em um hotel da cidade junto com mais três funcionários da empresa, quando por volta das 4 horas da manhã, o recepcionista do hotel foi avisado que havia ocorrido o furto. Os policiais civis foram acionados e passaram a investigar o caso.

Durante entrevistas, os funcionários entraram em contradições, principalmente em relação ao motorista do caminhão onde estava o dinheiro.

Em depoimento, o criminoso contou que teria ido junto com os demais colegas até a recepção pedir ao recepcionista que ligasse para a polícia.

Porém, ao analisarem as imagens, os investigadores constataram que o motorista havia pulado a janela e ido até caminhão e que caminhava tranquilamente pelo lado de fora do hotel.

Conforme o delegado de Nova Xavantina, Raphael Diniz, no interrogatório, o suspeito relatou que pessoas não identificadas estariam dentro da cabine de seu caminhão tentando arrancar o cofre e que ao acordar, conseguiu ver os indivíduos correndo com o cofre nas costas.

Ainda segundo ele, as pessoas que levaram o cofre o ameaçaram de morte caso saísse para fora. Devido às evidências, o motorista foi preso em flagrante, e após a confecção dos autos, ele foi conduzido para a Penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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