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Motoqueiro atira na cabeça de tio e sobrinho

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Da Redação

O adolescente de 15 anos, A.M.S., e seu tio de 38, identificado como G.E.S., foram baleados durante a madrugada desta segunda-feira (28) na Avenida José Barriga sentido bairro Jardim Santa Clara, em Rondonópolis (212 km da Capital). G.E.S. foi atingido com um tiro na região do rosto e o menor com um disparo de raspão na cabeça.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), prestou os primeiros atendimentos e encaminhou os pacientes ao Hospital Regional.

De acordo com a ocorrência, o adolescente estava sentado na porta de casa conversando com familiares, enquanto G.E. andava de moto nas proximidades, até que em determinado momento, um motoqueiro, ainda não identificado, passou pela rua e atirou duas vezes, em seguida foragiu pela Avenida Bandeirantes sentido Vila Operária.

A Polícia Militar (PM) foi acionada, compareceu ao endereço, conversou com as testemunhas e com A.M.S., antes de ser encaminhado ao hospital. Os militares ainda fizeram buscas pela região, mas o motoqueiro não foi encontrado.

Inicialmente, a polícia desconfia que o menor pode ter sido vítima de uma bala perdida. Já o ‘tio’ pode ser o verdadeiro alvo do assassino. A moto de G.E. foi apreendida e entregue na delegacia, pois, após verificação foi constatado que o veículo foi furtado do Centro de Rondonópolis no dia 6 de novembro.

A ocorrência foi registrada e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, responsável pela investigação do caso.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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