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Moradores de cinco municípios são contemplados com R$ 10 mil cada

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Da Redação

A Secretaria de Fazenda (Sefaz), por meio do Programa Nota MT, premiou nesta segunda-feira (13.07) consumidores de cinco municípios que vão receber R$ 10 mil, cada um. Além deles, outras 994 pessoas foram sorteadas com prêmios de R$ 500. Este foi primeiro concurso realizado após os sorteios do Nota MT ficarem suspensos pelo período de três meses, devido à suspensão da Loteria Federal, por causa da pandemia da Covid-19.

Os sorteados dos prêmios de R$ 10 mil foram: Ariane Rinaldi Reolon, de Lucas do Rio Verde; Edilaine Fernandes Pereira De Farias, de Colíder; Francisco Otaviano Oliveira Fontes, de Peixoto de Azevedo; Paulo Henrique Ferreira Passos, de Cuiabá; e Samuel Gonçalves Campos, de Rondonópolis. Seis consumidores foram contemplados duas vezes e vão receber R$ 1.000. Os demais 988 ganhadores foram sorteados com um prêmio de R$ 500, cada.

A disseminação do Programa Nota MT por todo o estado foi destacada pela secretária ajunta de Relacionamento com o Contribuinte, Maria Celia Pereira, que conduziu o sorteio. “Hoje tivemos cinco ganhadores de R$ 10 mil, cada um residente de um município. Isso demonstra que realmente o sorteio premia cidadãos de todo o nosso estado”.

Como o resultado da Nota MT é pelo número de bilhete, a mesma pessoa pode ganhar mais de uma vez com bilhetes diferentes. Portanto, quanto mais pedir para colocar o CPF na nota, maiores são as chances de receber os prêmios da Nota MT. A lista completa dos sorteados está disponível no site ou aplicativo do Programa Nota MT, na opção “Sorteios”.

Apesar de ter permanecido pelo período de três meses com os sorteios suspensos, o Programa Nota MT continuou ativo e todas as notas fiscais emitidas a partir de março geraram bilhetes a serem sorteados futuramente. Na última semana, a Sefaz divulgou o novo calendário com dois sorteios por mês, até dezembro de 2020, contemplando os concursos não realizados.

Dessa forma, ainda no mês de julho será realizado mais um sorteio do Nota MT. O Sorteio Especial de São João, que será realizado na próxima segunda-feira (20) vai premiar cinco consumidores com R$ 50 mil, cada. Já no mês de agosto, os sorteios serão nos dias 10 e 17. Confira aqui as datas dos próximos sorteios.

“É uma emoção voltarmos com as premiações do Nota MT, depois de ficarmos temporariamente com os sorteios suspensos. O retorno das extrações da Loteria Federal oportunizou que o Governo do Estado retomasse os sorteios do Nota MT e daqui até o final do ano faremos dois sorteios por mês, garantindo a participação de todos aqueles contribuintes que pediram o CPF na nota nos últimos meses”, afirma Maria Celia.

O sorteio realizado nesta segunda-feira (13) foi o 16º do Programa Nota MT, referente ao mês de junho/2020, e teve como base o resultado da Loteria Federal sábado (11). Nele, concorreram 1.357.957 bilhetes gerados com base nas notas fiscais emitidas entre os dias 01 e 30 de junho.

Social

Além do prêmio em dinheiro a ser recebido, os ganhadores do sorteio vão ajudar financeiramente 133 entidades filantrópicas, indicadas neste sorteio mensal. Ao fazer o cadastro a pessoa escolhe uma instituição para receber 20%, que será calculado com base no valor do prêmio a ser recebido pelo consumidor.

Para participar do programa, as entidades precisam estar cadastradas no banco de dados da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc). No cadastro, é preciso informar os nomes dos presidentes ou responsáveis, telefones, e-mails e público-alvo, como instituições que atendam majoritariamente pessoas em vulnerabilidade social, indígenas e quilombolas, por exemplo.

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Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

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A incidência dos juros da dívida pública fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em setembro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado, alta de 0,97%.

Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. 

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado em agosto, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 1,04%, passando de R$ 8,944 trilhões em agosto para R$ 9,037 trilhões em setembro. 

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, volume baixo para os padrões históricos. A apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 189,44 bilhões em títulos da DPMFi. Os resgates em setembro somaram R$ 185,66 bilhões, motivados principalmente pelo elevado volume de vencimentos de títulos corrigidos pela Taxa Selic, juros básicos da economia.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 0,82%, passando de R$ 348,26 bilhões em agosto para R$ 345,41 bilhões em setembro. O principal fator foi a estabilidade do dólar no mês passado e o pagamento corrente de cerca de R$ 3 bilhões.

Colchão

Após cair em agosto, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu em setembro. Essa reserva passou de R$ 1,208 trilhão em agosto para R$ 1,273 trilhão em setembro.

Atualmente, o colchão cobre 7,71 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,87 trilhão em títulos federais.

Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de agosto para setembro:

  •     Títulos vinculados a Selic: 52,74% para 51,6%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 23,22% para 23,59%;
  •     Títulos prefixados: 20,31% para 21,14%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3,74% para 3,67%.

Revisado em agosto, o PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos

  •     Títulos vinculados a Selic: 49% a 53%;
  •     Títulos corrigidos pela inflação: 21% a 25%;
  •     Títulos prefixados: 20% a 24%;
  •     Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF manteve-se estável em 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  •     Instituições financeiras: 31,33% do estoque;
  •     Fundos de pensão: 22,41%;
  •     Fundos de investimentos: 22,93%;
  •     Não-residentes (estrangeiros): 9,58%
  •     Demais grupos: 13,76%.

Com a maior tensão no mercado financeiro em setembro, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu em relação a agosto, quando estava em 9,91%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).



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