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“Meu filho tentou se matar, entrou em depressão”, diz mãe de adolescente estuprado pelo professor aos sete anos

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Da Redação

A mãe do adolescente de 17 anos, que tentou matar o professor para se vingar de um estupro ocorrido aos sete de idade, contou na Delegacia de Polícia que o filho se tornou um menino triste e depressivo depois do ocorrido. 

Meu filho tentou suicídio várias vezes. O crime aconteceu no Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda (a 440 quilômetros de Cuiabá), há dez anos, mas só chegou ao conhecimento da Polícia Civil na segunda-feira (28), depois da tentativa de homicídio, em conversa com a imprensa, a delegada plantonista disse que o crime de estupro de vulnerável aconteceu entre os anos de 2010 e 2011. Na época, a vítima tinha entre sete e oito anos. O suspeito era professor de reforço do garoto.

“Ele tem 17 anos e está só a revolta, porque hoje ele entende as consequências que ele está passando. Meu filho tentou se matar, entrou em depressão, é meio depressivo. Hoje ele deveria ser alegre, mas não é mais, esse homem acabou com a vida do meu  filho”, desabafou a mãe. “Ele tem que pagar por isso, ele destruiu a vida do meu filho. Meu filho não é mais o mesmo menino alegre que era”.

Ainda conforme a mãe, o professor iria até a casa do aluno e dizia que ele precisava de aulas de reforço. A criança então era levada para casa dele, e segundo a mãe, os abusos cometidos contra seu filho aconteciam quando ele estaria dormindo.

Na época, o filho chegou a dizer várias vezes que não queria ir mais estudar, até que a mãe não permitiu que ele fosse para casa do suspeito. No entanto, o menino não revelava os abusos.

“Eu quero que ele morra, apodreça, tenho nojo dele. Tenho nojo de todos os estuprador”, disse a mãe. Atualmente, o professor que atuou na Escola Municipal Sanaria Silveria de Souza, deve ter cerca de 50 anos. Mesmo com a denúncia, o suspeito não foi preso por não se tratar de flagrante. Até o momento, não há mandado de prisão expedido. Depois de tentar matar o professor, o adolescente se entregou na Delegacia de Polícia. O suspeito não foi ferido.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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