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Mesmo com queda de arrecadação, governador garante pagamento de abril em dia

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Da Redação.

O governador Mauro Mendes afirmou que o calendário de pagamento dos servidores públicos estaduais, referente ao mês de abril, será pago rigorosamente em dia, ou seja, no dia 8 de maio.

Mendes assegurou que o pagamento ocorrerá em parcela única, como já tem ocorrido desde o início do ano.

Apesar da queda significativa de arrecadação decorrente dos efeitos do coronavírus, o governador explicou que a gestão tem feito todos os esforços para evitar impactos financeiros aos servidores e aos cidadãos como um todo.

“Neste mês, a queda de arrecadação do ICMS deve fechar em torno de 20%, com perspectiva de perda ainda maior em maio. Mas conseguimos fazer os ajustes necessários para que isso não impactasse o vencimento de abril dos nossos servidores públicos”, explicou.

De acordo com o último boletim econômico, divulgado nesta semana, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) teve queda de 17,5% entre os meses de março e abril.

“Temos trabalhado diuturnamente para que essa pandemia afete o mínimo possível a qualidade de vida do mato-grossense, garantindo a saúde e os empregos. Em poucos dias teremos mais de 1200 leitos SUS disponíveis para atendimento aos casos de coronavírus. Estamos adquirindo testes, máscaras, respiradores e equipamentos de proteção. Prorrogamos pagamento de IPVA, isentamos ICMS da energia para as famílias de baixa renda. Prorrogamos também o ICMS das pequenas empresas, que são as maiores empregadoras do Estado, para evitar o desemprego”, pontuou.

Segundo o chefe do Executivo Estadual, também foram investidos R$ 8,5 milhões na assistência social aos municípios, além da distribuição de mais de 50 mil cestas básicas à população em vulnerabilidade.

“O Governo tem feito sua parte e, com fé em Deus, trabalho sério e o auxílio da população, vamos superar mais essa dificuldade”, finalizou Mendes.

Foto: Secom/GOVMT

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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