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Menina de 5 anos rejeitada por pais adotivos morre após cair de cama em abrigo

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Da Redação

Uma menina, de apenas 5 anos, identificada como Flaviane Martins Gomes, morreu no final da noite desse domingo (03) no hospital do município de Cláudia (620 km da Capital), onde deu entrada na manhã do mesmo dia, após sofrer uma queda da cama no abrigo municipal Lar Pequeno Príncipe, no sábado (02).

De acordo com a ocorrência, uma equipe da Secretaria de Assistência Social estava no abrigo quando a criança caiu e verificou a situação, no entanto, a ‘pequena’ teria se levantado e voltado a dormir.

No dia seguinte, a diretora do abrigo estranhou o comportamento de Flaviane, pois, a menina estava ‘quieta demais’, então a responsável acionou o hospital. A criança foi internada para fazer exames e averiguar se tinha alguma lesão, porém, não resistiu e morreu na unidade de saúde.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para fazer análise do corpo da menina e também periciar o quarto do abrigo onde a criança sofreu a queda. O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia, que vai determinar a causa clínica da morte.

Ainda não há detalhes das circunstâncias em que ocorreram a queda da menina.

A Delegacia de Polícia Civil acompanha o caso e aguarda laudo da perícia que dará base às investigações. Flaviane estava internada no abrigo há cerca de 3 anos. A menor chegou a ser adotada por um curto período de tempo e foi devolvida ao lar em novembro de 2020.

Além da menina, o Pequeno Príncipe abriga mais 7 crianças. A prefeitura, por meio da pasta de Assistência Social, também acompanha as investigações da ocorrência, registrada como ‘morte acidental’.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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