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Mendes defende racionalidade em decisões sobre o coronavírus

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Da Redação

O governador Mauro Mendes defendeu a racionalidade e o uso de critérios técnicos para a tomada de decisões relativas à prevenção e no combate contra o coronavírus nos estados.

Mendes participou de um debate na tarde desta quarta-feira (01.04) com os governadores Eduardo Leite (RS) e Renato Casagrande (ES). O debate foi promovido pelo portal UOL e mediado pelo jornalista Josias de Souza.

De acordo com o governador, é preciso que os estados promovam medidas que sejam compatíveis com a realidade da população local, de modo a minimizar as consequências do coronavírus.

“Acabamos de editar um decreto no qual estabelecemos, seguindo a portaria do Ministério da Saúde, um conceito de que existindo contaminação local, você toma um pacote específico de providências e, existindo contaminação comunitária, são aplicadas providências de nível mais restrito. E o secretário de Saúde vai dizer quais as cidades que têm contaminação local e quais têm contaminação comunitária, para podermos dar mais racionalidades nessas decisões”, afirmou.

O governador de Mato Grosso estimou que deve ser gasto o montante de R$ 150 milhões nos próximos meses para o combate à COVID-19.

Ele também citou as medidas que estão sendo tomadas para auxiliar as pessoas em situação de vulnerabilidade, que são as mais afetadas pela pandemia.

“Estamos liberando R$ 8,5 milhões para os municípios ampliarem a rede de assistência social. Com isso, vamos conseguir comprar 100 mil cestas básicas em todos os municípios. Já compramos 50 mil para distribuir agora em abril. Há empresas privadas que estão se apresentando para ajudar. Só uma empresa aqui no Estado afirmou que vai doar 50 mil cestas básicas por mês, durante três meses. Com isso, queremos dar uma resposta mais rápida, porque há pessoas paradas há 10 dias e isso vai trazer grandes transtornos se elas passarem fome”, ressaltou.

Foto: Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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