Mato Grosso
Mato Grosso simplifica processos administrativos e amplia oferta de serviços digitais
Mato Grosso
Da Redação
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), instituiu a ferramenta SIGAdoc como parte do programa Simplifica MT, que visa eliminar o uso do papel, otimizar recursos, digitalizar processos na administração pública e, futuramente, oferecer serviços digitais para o cidadão. O decreto nº 512/2020, que regulamenta a medida foi publicado nesta sexta-feira (05.06).
O SIGAdoc visa a produção, gestão, tramitação, armazenamento, preservação, segurança e acesso a documentos e informações arquivísticas em ambiente digital de gestão documental e passa a ser o sistema oficial do governo para gestão de documentos digitais.
O SIGAdoc é um módulo de gestão administrativa desenvolvido e utilizado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª região. É um software livre sem custos de licenciamento e com alta aderência ao modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivísticas utilizados por várias instituições públicas em todo país.
Para o titular da Seplag, Basilio Bezerra, essa transformação digital busca tornar a gestão pública mais eficiente, contribuir para a sustentabilidade ambiental com o uso da tecnologia da informação e da comunicação, otimizar recursos e reduzir a burocracia. “Já estamos realizando alguns serviços de forma totalmente automatizada e isso trará uma economia substancial aos cofres públicos. A eliminação de papel torna o trabalho do servidor mais produtivo e possibilita entregas mais eficientes”.
A tecnologia permitirá a gestão de documentos de forma eletrônica, facilitando o controle e rastreamento de processos, reduzindo custos e utilização de papel. As assinaturas digitais garantirão a autoria, autenticidade e integridade dos documentos.
De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o SIGAdoc irá desburocratizar e simplificar a vida do cidadão junto ao Governo, eliminando 100% do uso de papel. “A desburocratização é uma das prioridades da gestão do governador Mauro Mendes e vai envolver todas as secretarias e autarquias, como Detran, Sema, Sefaz, etc. A ferramenta traz não somente uma facilidade de acesso às informações públicas, como também vai possibilitar maior transparência nas ações do governo”.
Primeiros serviços
A princípio migrarão para o sistema SIGAdoc os processos de férias, licença-prêmio, nomeação e exoneração de servidores exclusivamente comissionados e verbas rescisórias, além das comunicações e ofícios circulares, que passarão a ser feitos apenas de forma digital, deixando de existir em sua forma física. Apenas com esses procedimentos, que somam cerca de 83 mil processos anuais, o Estado fará uma economia aproximada de R$ 8 milhões com insumos e pessoal anualmente.
O Estado ganhará também em celeridade e um dos exemplos é a automatização do pagamento das rescisões de contratos temporários e de servidores exclusivamente comissionados no Sistema Estadual de Administração de Pessoal (Seap), que também será integrado ao SIGAdoc. A medida trouxe celeridade e economicidade aos cofres públicos.
Com as mudanças o servidor não precisa mais fazer o requerimento no órgão onde trabalhou. A partir do momento que a exoneração é publicada no Diário Oficial, automaticamente a Superintendência de Gestão de Folha de Pagamento da Seplag lança no Seap e os valores a serem percebidos pelo servidor são lançadas automaticamente na folha de pagamento do mês vigente.
“Tivemos um avanço sem precedentes neste aspecto. Desde que o Seap foi implantando em 2008, esse processo era todo manual, envolvia vários servidores e demorava muito. A partir de agora ganha o Estado em economia e quem está saindo, que, na maioria das vezes, havendo tempo hábil para que a rescisão seja lançada dentro do ciclo de fechamento da folha, recebe esses valores no mês subsequente”, concluiu Bezerra.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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