Mato Grosso
Mato Grosso recebe 10 mil doses da vacina nacional contra a dengue
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu do Ministério da Saúde, na tarde desta sexta-feira (20.2), 10.091 doses da vacina contra a dengue fabricada pelo Instituto Butantan. O imunizante Butantan-DV é o primeiro no mundo de dose única contra a dengue e será oferecido inicialmente para profissionais da Atenção Primária à Saúde.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, a vacina começará a ser entregue na próxima semana aos Escritórios Regionais de Saúde, que farão a distribuição aos municípios.
“O cronograma prevê que a vacinação comece em março em Mato Grosso para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos, equipes multiprofissionais, agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e trabalhadores administrativos e de apoio das Unidades Básicas de Saúde”, explicou.
Conforme o Ministério da Saúde, a estratégia deve beneficiar 23,3 mil profissionais de saúde em Mato Grosso. A ampliação da vacinação para pessoas de 15 anos a 59 anos, começando pelos mais velhos, deverá ocorrer no segundo semestre deste ano.
“Esta vacina vai proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. No entanto, é importante destacar que a principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Por isso, os cidadãos precisam continuar atentos aos cuidados necessários, como não deixar água parada, usar inseticida e repelente para evitar a doença”, concluiu.
Medidas de prevenção à dengue
A SES orienta a população a manter os quintais limpos e eliminar quaisquer recipientes que possam acumular água para conter os focos do mosquito. Dentre as medidas preventivas, estão tampar caixas d´água, descartar corretamente o lixo, limpar as calhas, e não acumular sucata e entulho.
É importante que a população fique atenta aos sintomas e busque atendimento médico em caso de necessidade. A dengue caracteriza-se por febre alta (acima de 38ºC) de início súbito, dores musculares intensas, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e, em alguns casos, manchas vermelhas na pele. Em situações mais graves, pode evoluir para dengue grave e levar ao óbito.
Para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, está disponível nos postos de saúde a vacina Qdenga, de laboratório japonês, aplicada em duas doses. Esta faixa etária apresenta alta taxa de hospitalização por dengue nos últimos anos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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