Mato Grosso
Mais do mesmo: o “pesadelo” chamado Wallace Guimarães tenta voltar
Mato Grosso
Da Redação.
Com a chegada do período eleitoral é de conhecimento da população que, o candidato tem que ter as mínimas condições financeiras, para custear uma campanha, que em alguns casos, o investimento é de vários milhões.
Em uma cidade como Várzea Grande, não é diferente, os valores são altos, no entanto, existem fatos, relatos, investigações, acusações, delação, afastamento e até cassação de mandato por atividades que caracterizaram como crime de “Caixa 2”.
Em um passado não muito distante, o ex-prefeito Wallace Guimarães (PV), que é novamente pré-candidato à Prefeitura de Várzea Grande, foi denunciado, investigado, afastado e cassado pela prática de “Caixa 2”.
O que é Caixa 2:

Foto: PF
“Caixa 2 é uma prática financeira ilegal, que consiste em não registrar determinadas entradas ou saídas de um fluxo de caixa, criando um caixa paralelo.
O dinheiro deste caixa paralelo é normalmente destinado ao financiamento de atividades ilegais ou para evitar a incidência de impostos sobre os valores.
Assim, o caixa 2 é usado para deixar de pagar impostos devidos (sonegação de impostos), para financiar atividades ilegais ou para fazer lavagem de dinheiro”, (https://www.significados.com.br/caixa-2/).
O pré-candidato à Prefeitura de Várzea Grande, Wallace Guimarães é acusado de ter cometido vários crimes, como:

Foto: Thiago Bergamasco/MidiaNews
Concussão (quando o servidor público, em razão do cargo que ocupa, exige vantagem indevida)
Fraude a licitação.
Corrupção ativa e passiva.
Fraude processual.
Lavagem de dinheiro.
Extorsão e formação de organização criminosa.
As investigações partiram do princípio, da ligação que o então deputado estadual na época, Wallace Guimarães tinha com o governador naquele período Silval Barbosa, que até já foi preso e responde por vários processos que caracterizam atos de corrupção.
Wallace Guimarães e Silval Barbosa, vejam as ligações:

Foto: reportermt
Wallace Guimarães teria utilizado de artimanhas e manipulação para conquistar o poder, “os fins justificam os meios”, conforme foi investigado e condenado pela Justiça.
O ex-secretário de administração do Governo do Estado de Mato Grosso, César Zílio, na gestão Silval Barbosa, relatou em sua delação premiada à Justiça, que o então deputado estadual e na época pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães foi até a Secretaria de Administração do Estado, para propor que ambos articulassem uma forma para conseguir recursos, com objetivo de financiar a sua campanha eleitoral, para chegar a prefeito da “Cidade Industrial”.

Foto: Alair Ribeiro/Midia News.
“Cot do Pari cerca de R$ 21 milhões e Veículos Leves Sobre Trilhos VLT, mais de R$ 1 bilhão são obras abandonadas até hoje, que fazem parte do “coloio” Wallace Guimarães e Silval Barbosa”.

Foto: GOVMT
Zílio também relatou que Wallace apresentou todo planejamento do esquema, da forma que o recurso seria levantado, propondo que o fossem forjados contratos sobre serviços gráficos com pagamentos feitos pelo estado, sendo que os serviços jamais seriam realizados, e que o recurso retornasse por meio dos empresários parceiros.
Investigações apontam que só neste esquema de corrupção os prejuízos aos cofres públicos giraram entorno de R$ 4,9 milhões:
Wallace Guimarães – R$ 2 milhões.
Silval Barbosa – R$ 1 milhão.
César Zílio – R$ 1 Milhão.
Além das acusações, investigações e condenação, a gestão Wallace Guimarães marcou a história política e administrativa do município, sendo apontada por muitos moradores, como uma das piores da “Cidade Industrial”.

Foto: Ilustrativa
Desde quando o nome de Wallace Guimarães foi cogitado como pré-candidato, que muitas pessoas se manifestaram nas redes sociais da seguinte forma:
“#Wallace não”.
Mesmo com todos os processos, investigações, cassação e condenação, Wallace Guimarães sempre afirmou que foi injustiçado.
Pelo que tudo indica, Wallace está apostando na suposta memória curta do povo, ele deve achar que as pessoas esqueceram da precariedade na saúde, da cidade tomada por buracos, das greves, e dos escândalos de corrupção, quem não se lembra da sapataria que virou construtora, será mesmo que o povo tem memória curta?
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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