Mato Grosso
Mãe é presa por oferecer filha menor para relação sexual em troca de droga
Mato Grosso
Da Redação
A Guarda Municipal de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, prendeu uma mãe acusada de oferecer a filha de 12 anos para abusos sexuais em troca de droga e dinheiro. Além dela, três abusadores estavam no local e foram presos, também. A menina foi encaminha ao Hospital Pequeno Príncipe para exames.
O flagra aconteceu por volta das 20 horas, no momento em que a equipe da GM checava uma denúncia por danos ao patrimônio público.
O secretário de Segurança Pública Ricardo Kusch disse que a cena era de chocar. “Não encontramos o cidadão que tinha destruído algumas coisas ali, mas resolvemos ir até um local que é comum marginais se esconderem após furto ou roubo. Assim que a equipe entrou, tem uma parte em construção, de difícil acesso, notamos que havia uma mulher na entrada de um barracão, ficou nervosa com a chegada, e um desses com uma lona iluminada. Quando vimos, dois cidadãos deitados em uma sofá, uma cama improvisada, e uma criança sentada na parte da genitália de um e com a perna no outro. Um terceiro bebia bebida alcoólica”, detalhou o secretário.
Segundo Kusch, a criança estava bastante desesperada, não sabia o que fazer e foi acolhida pelos guardas. “A mulher que estava na barraca relatou que era a mãe daquela criança, dizendo que a menina estava ali para buscar comida, mas depois ela confessou que levou a menina para ter relações sexuais com os homens em troca de dinheiro e de drogas, já que era usuária”, contou à Banda B.
A criança foi encaminhada ao Hospital Pequeno Príncipe para exames e remédios para doenças sexualmente transmissíveis. Ainda, a menina passará por sessões com psicólogos. “A mãe demorou para contar a idade efetiva da menina, dizia 14, 13, e só depois disse que menina tinha 12 anos.
A menina se dizia culpada, com um sentimento de culpa, bem típica de vítimas de violência e de estupro”, finalizou o secretário de Segurança Kusch. A Delegacia do Adolescente e da Mulher recebeu a mãe, de 37 anos, e os três abusados presos em flagrante.
O Conselho Tutelar de SJP ficará responsável pela ida da menina a um abrigo provisório.
A criança afirmou aos guardas municipais que estava há dois dias sem comer. Como forma de agradecimento por ter sido alimentada e cuidada, ela fez um desenho, coloriu e entregou a um dos guardas.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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