Mato Grosso
Lucimar Campos decreta situação de emergência em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
A prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos (DEM) editou e publicou o Decreto 020/2020 onde estabelece medidas de combate a pandemia do novo coronavírus na cidade industrial. No decreto, Lucimar declara situação de emergência e institui o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus.
Dentre as medidas tomadas pelo Executivo Municipal, fica declarada a situação de emergência no âmbito da saúde pública pelos próximos trinta dias, podendo ser renovados enquanto pendurar a pandemia, com a medida, fica permitida a dispensa de licitação para a compra de bens, serviços e insumos nos quais sejam necessários neste período de pandemia. Além disso fica autorizada a contratação excepcional de pessoal para a área da saúde em Várzea Grande.
O decreto prevê ainda a realização de campanhas publicitárias de forma urgente para orientar e prevenir contra o contágio do coronavírus sobre tudo aquelas voltas a população com idade superior a sessenta anos de idade, pessoas com doenças crônicas, estudantes de escolas públicas e privadas, usuários do transporte coletivo, servidores públicos municipais e profissionais que trabalham em bares e restaurantes.
Ainda foram suspensos eventos de qualquer natureza, público ou privados que exijam ou não licença do poder público para realização pelo prazo de trinta dias, podendo ser prorrogado por mais trinta dias caso seja necessário.
Suspensão das férias e licenças prêmios concedidas aos servidores da área da Saúde que exerçam suas funções em áreas fins, estes servidores devem ficar de sobre aviso para caso seja necessário a convocação.
Em relação as aulas, ficam suspensas a partir desta segunda-feira (23) até o dia 05 de abril a título de antecipação de recesso, sendo que este período pode ser prorrogado caso haja a necessidade.
O decreto ainda recomenda que as pessoas que tiverem sintomas do Covid-19 se dirijam às Policlínicas e Unidades Básicas de Saúde, onde serão realizados exames e posteriormente tomadas as medidas adequadas diante de cada caso.
Os servidores públicos deverão trabalhar a partir desta segunda-feira das 8h até 12h de maneira escalonada, no período subsequente as atribuições devem ser realizadas de maneira remota, na modalidade home office. Porém, o decreto deixa claro que tais medidas não se aplicam para servidores da Saúde, áreas de fiscalização e servidores que exerçam atribuição considerada essencial.
O decreto prevê também o fechamento dos estabelecimentos comerciais como: shoppings, bares, restaurantes, lanchonetes, feiras, casas noturnas, templos, academias, para evitar aglomeração de pessoas e assim evitar que o vírus se dissemine pelo prazo de trinta dias. Para os serviços como restaurantes, lanchonetes, bares, padarias, etc, fica autorizado os serviços de entregas (delivery) e drive thru nos quais serão obrigados a seguirem as recomendações dos órgãos de saúde quanto a higienização dos produtos.
O decreto estabelece também a manutenção dos serviços considerados essenciais, desde que respeite o distanciamento mínimo estipulado (1,5 metros) e as demais medidas sanitárias, os serviços são: hospitais, clínicas, farmácias, lavanderias e serviços de higienização, hotéis, funerárias, estabelecimentos bancários, distribuidoras de água e gás, serviços de segurança privada, serviços de taxi e transporte de passageiros por aplicativo, loja de materiais de construção e transportadoras, já serviços como veterinárias devem atender de maneira emergencial e postos de combustíveis deverão trabalhar apenas no período de 7h até às 19h de segunda a sábado.
No período de 23 de março até 05 de abril, o transporte público de passageiros deverá funcionar de forma especial com a frota reduzida em trinta por cento, com todos os passageiros sentados em poltronas alternadas, vedando assim, o passageiro de viajar em pé, além disso as janelas deverão ficar abertas e o ônibus deverá ser higienizado de forma periódica.
Na manhã desta segunda-feira, a prefeita gravou um vídeo no qual divulgou em redes sociais, onde pede para que os moradores de Várzea Grande respeitem este período de distanciamento social e evitem andar no transporte público.
Foto: Secom-VG
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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