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Leilões de bens provenientes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro somam quase R$ 8 milhões

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Da Redação

Neste ano, quase R$ 8 milhões foram arrecadados com a realização de 12 leilões de bens provenientes do tráfico de drogas e lavagem e dinheiro. O montante de edições e valores é o maior dos últimos seis anos. No período de janeiro a dezembro foram leiloados veículos, gado, imóveis e implementos agrícolas.

Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Adjunta de Justiça (Saju), que é quem coordena as ações que resultam em leilões de bens. Ao todo, 143 veículos foram leiloados. Em sua maioria, são veículos utilizados no tráfico de drogas.

A secretária da Saju, Lenice Silva, explicou que todos os bens dispostos para arremate por meio do leilão atendem a decisão judicial. “É notório o aumento de edições que realizamos este ano. Este trabalho tem a ver com a política de governo do Estado e do secretário de Segurança Pública. A nossa meta é ampliar ainda mais a realização de leilões”, enfatizou.

Somente com os bens provenientes do tráfico de drogas foram arrecadados R$ 3.442.180,00 milhões. Já em relação aos bens do crime organizado foram R$ 4.335.550,00 milhões. Boa parte dos bens é denominado com perdimento para a União, que são de ações judiciais já transitado em julgado (encerrado).


A maior arrecadação foi na venda dos veículos, que totalizou pouco mais de R$2,9 milhões, seguido de bovino, que arrecadou mais de R$ 2,7 milhões. Outras valores foram da venda de imóveis, R$ 480 mil e implementos agrícolas, com pouco mais de R$ 359 mil.

Dos bens leiloados do tráfico de drogas parte dos recursos vai retornar para os cofres do estado para serem revertidos em ações de repressão a estes tipos de crime. “Ainda não nos foi informado qual a porcentagem que iremos receber, mas este recurso deve estar em conta no primeiro semestre de 2021”, enfatizou.

Disponibilidade

Atualmente, 475 veículos estão no pátio da Saju e aguardam autorização para leilão. Destes, 80 unidades foram recebidas em 2020. Neste ano, a maior parte dos leilões foram realizados na modalidade virtual devido as medidas de prevenção da Covid-19.

Todos os bens eram listados com a especificação no site oficial com data de início e fim dos lances. Os interessados podiam agendar as visitas para verificar cada item disponível.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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