Mato Grosso
Júlio Campos apoia a decisão do TSE em adiar a eleição suplementar para proteger a população
Mato Grosso
Da Redação.
O ex-governador e candidato ao Senado da República, Júlio Campos (DEM) reiterou sua posição sobre decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em adiar a data da realização da eleição suplementar em Mato Grosso.
Para Júlio Campos, o momento agora é de união, para garantir a manutenção da saúde às famílias, com objetivo de proteger a população que vive nesta ameaça da pandemia do coronavírus.
Há poucos dias, o nome de Júlio Campos foi escolhido pelo partido (DEM) para disputar a eleição suplementar ao Senado da República, na vaga que deverá ser deixada pela ex-juiz e senadora cassada, Selma Arruda.
Como Júlio Campos é um dos políticos mais conhecidos no Estado de Mato Grosso, por ter exercido cargos como de Governador, Prefeito, Senador, Conselheiro e Deputado Federal, a sua popularidade somada com a vasta experiência no cenário político, teria lhe proporcionado vantagens nesta curta corrida eleitoral, mesmo assim, o democratas defendeu o adiamento da eleição suplementar, para proteger o povo de Mato Grosso.
“Durante uma campanha eleitoral falamos com muita gente, realizamos centenas de reunião, é inevitável que tenha aglomerado de pessoas, isso seria uma irresponsabilidade com a saúde do povo, desta forma, decidimos apoiar o adiamento desta eleição”, explicou Júlio.
No despacho da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, publicado na última terça-feira, 17, as eleições marcadas inicialmente para o próximo dia 26 de abril de 2020, foram suspensas, por tempo indeterminado.
De acordo com o TSE, o objetivo da medida é combater a propagação do novo coronavírus (Covid-19) e atender as recomendações do Ministério da Saúde, que desaconselha aglomerações de pessoas.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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