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Jubileu dos 150 anos: Taques e Lucimar defendem parceria

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Da Redação

Durante entrega das obras de recapeamento, lançamento de creche e inauguração de Unidade Básica de Saúde (USB), em comemoração ao sesquicentenário de Várzea Grande, a prefeita Lucimar Sacre de Campos disse que “determinados desafios a gente consegue executar e fazer quando fazemos em conjunto”. “Esse é o desafio que nós do governo do Estado, também assumimos e construímos junto aos municípios. Governar em união. Entendemos que os entes federados devem juntos, formar um governo de transformação e solidificar as parcerias. Afianço a parceria de Várzea Grande com o governo do Estado”, disse o governador Pedro Taques.

Em mais uma ação conjunta entre União, Estado e Município, os moradores dos bairros Ouro Verde e São Simão receberam nesta manhã (11), um ‘pacote’ de melhorias em infraestrutura que irão atender à população local.

Os investimentos entre recursos federal, estadual e municipal nesse momento na região superam R$ 1,5 milhão. A comunidade recebeu ainda, nessa manhã, a confirmação por parte do Estado, de que uma escola estadual será edificada e serão aplicados mais R$ 8 milhões na unidade com 16 salas de aula, ampliando ainda mais a injeção de recursos, a parceria e a atenção com a comunidade local.

Nesta manhã, a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos e o governador do Estado, Pedro Taques, juntamente com deputado estadual Wilson Santos, o vice-prefeito José Hazama, o secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos e os secretários municipais de Saúde, Diógenes Marcondes, de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Sílvio Fidelis e de Viação, Obras e Urbanismo, Luiz Celso de Moraes, inauguraram as obras de revitalização de 4,5 quilômetros da malha asfáltica dos bairros Ouro Verde e São Simão, e ainda a pavimentação de 500 metros de asfalto novo com a construção de meio fio, inauguraram a primeira Unidade Básica de Saúde (UBS) dos bairros Ouro Verde, São Simão e Colinas Verdejantes, ‘Celina Batista Dantas – Dona Celina’, uma homenagem à mãe do vereador Claído Celestino Batista (Ferrinho). Os eventos de hoje compõem a programação alusiva ao Jubileu em comemoração aos 150 anos de Fundação de Várzea Grande.

Ainda durante a entrega da obra, a prefeita e o governador Pedro Taques assinaram a autorização para abertura do processo de licitação para construção de uma creche (CMEI) que será construída no bairro Ouro Verde.

Essa unidade orçada em R$ 1,3 milhão será edificada em parceria com a União, por meio dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que vai garantir R$ 932 mil e o restante virá de contrapartida do Município, por meio de recursos próprios.

O terreno que vai abrigar o CMEI tipo 2 teve a placa descerrada e foi visitado pelas autoridades e pelos moradores que acompanharam os atos.

A prefeita fez questão de reforçar que sua gestão é diferenciada. “Inúmeros projetos estão sendo desenvolvidos nas várias áreas estratégicas da Administração Pública que serão executados nas comunidades onde já houve estudos e planejamentos para atendimento às principais necessidades. São pacotes de obras e ações que estão sendo lançados gradativamente em regiões que ficaram há anos sem benefícios de obras estruturantes. Aqui mesmo entre o Ouro Verde e São Simão, os trabalhos de recapeamento e pavimentação tiveram início entre o final de fevereiro e março deste ano e hoje estamos entregando os 4,5 quilômetros. Obras realizadas com responsabilidade e qualidade”.

O secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos, explicou que em relação à pavimentação, a revitalização asfáltica faz parte do programa municipal que está sendo levado para 25 bairros e prevê a recuperação de 50 quilômetros. “São R$ 8 milhões investidos em parceria entre Estado e prefeitura e o São Simão e o Ouro Verde são mais uma etapa desses investimentos. O asfalto é de qualidade, tem quatro centímetros de espessura é usinado a quente, com maior durabilidade, para mais 10 anos”.

Como anunciou Jayme Campos, os projetos de pavimentação não param. Há estudos para busca de um novo financiamento para pavimentação de até 180 quilômetros de asfalto para bairros que nunca receberam o benefício.

“Várzea Grande está mudando. Muda porque tem uma nova gestão, uma administração preocupada com a qualidade, o bem estar e pautada no resgate da dívida que os antigos gestores do poder público deixaram com a população. Mesmo diante de uma crise econômica que vem assolando o nosso país, Várzea Grande conseguiu nos últimos dois anos da administração da prefeita Lucimar , injetar recursos e realizar obras estruturantes que ficarão marcadas nas vidas das pessoas”, disse ele.

Além da escola estadual, o governador Pedro Taques afiançou que os investimentos em Várzea Grande seguirão. “Tanto no meu governo, como aqui em Várzea Grande, as obras são feitas com responsabilidade e os investimentos tem destinação certa. Sabemos que serão para o benefício da população. Tem data para começar e terminar”. Taques frisou ainda que vai dar seguimento às obras do Centro Olímpico de Treinamento, o chamado COT do Pari e que até junho estará finalizando os repasses referentes ao convênio dos R$ 8 milhões para revitalização da malha viária de 25 bairros em parceria com Município. “Além da escola estadual do Ouro Verde/São Simão, outras duas unidades ainda serão construídas em Várzea Grande”, anunciou o governador Pedro Taques.

SAÚDE –  A Unidade vai atender aos bairros Ouro Verde, São Simão, Portal da Amazônia, Parque Del Rey, Ouro Branco, Vila São João e adjacências. Serão dois clínicos geral para atendimentos diários, corpo técnico de enfermagem, farmácia, sala de vacina e equipes para atendimento de pré-natal, puericultura, grupos de hipertensos e gestantes e ainda para ações e prevenções.

O atendimento médio terá início na próxima terça-feira, dia 16, porque dia 15 é feriado em Várzea Grande, em comemoração aos 150 anos de Fundação da cidade. No entanto, neste sábado, dia 13, a unidade estará aberta para a Campanha Nacional de multivacinação, que entre as doses ofertadas, estará imunizando idosos contra a gripe.

O secretário municipal de Saúde, Diógenes Marcondes, destaca que unidades como a inaugurada hoje, que fazem parte da rede de Atenção Básica, resolvem cerca de 70% a 80% dos problemas de saúde das comunidades onde estão presentes, o que acaba descongestionando as unidades de maior complexidade, como as Upas e os prontos-socorros.

“Várzea Grande caminha direcionando seus investimentos para a rede de atenção básica, que atua na prevenção e nos primeiros atendimentos de saúde e realizando os encaminhamentos devidos para as áreas específicas”.

Para o ‘seo’ Sebastião Oliveira, morador do Ouro Verde há 18 anos, o ‘pacote’ de melhorias desta manhã pôs fim a uma longa espera. “Por todo esse tempo eu esperei asfalto na minha rua, posto de saúde e creche para meus filhos”. Feliz com a chegada do asfalto, ele conta que para fazer uma consulta média tinha que se deslocar de ônibus ou de carona para unidades no São Mateus ou no Capão Grande. Ele frisa que a população é carente e que a construção do prédio novo vai dar vida à rua e evitar que mais um terreno fique abandonado, passível de invasões e abrigo de lixos.

Dona Zélia Rosendo conta que chegou ao Ouro Verde há dois anos e já encontrou o prédio da Unidade Básica de Saúde abandonada. “Ninguém mais tinha esperança de que essa obra seria inaugurada. Antes dela, nossa opção, como mulher e mãe, era procurar as unidades dos bairros Nossa Senhora da Guia, policlínica do Marajoara ou a do São Mateus e tudo isso, andando de ônibus, ou seja, para ir ao médico tínhamos que ter o dinheiro da passagem”.

Gislaine Ribeiro, também do Ouro Verde, conta que passará a utilizar os serviços da nova unidade de saúde, pois o deslocamento para qualquer outro posto de atendimento leva ao menos meia hora de bicicleta, “por um trecho bastante perigoso e agora temos a unidade de saúde na porta da nossa casa”.

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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