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Jovem confessa ter matado padre com faca e diz que tinha caso com ele

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Da Redação

Acompanhado de advogado, o jovem Cristian Roberto da Silva, 19 anos, compareceu a 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil, o assassino que matado o padre José Ronaldo Gomes de Brito, 37 anos. O crime aconteceu na virada do ano em uma casa na ocupação Bela Vista do Juá, em Santarém (PA).

Por meio de nota, sem entrar em detalhes, a Polícia Civil informou na noite desta segunda-feira que o suspeito de matar o padre José Ronaldo de Brito foi liberado após prestar depoimento, e que equipes da delegacia local realizam diligências para elucidar o caso.

Segundo fonte da polícia, Cristian teria revelado que ele e o padre tinham um relacionamento amoroso, mas que haviam se desentendido.

O G1 apurou que uma segunda pessoa é investigada por suspeita de envolvimento na morte do padre José Ronaldo.

Cristian teria dito à polícia que após ter matado o padre com um golpe de faca no pescoço, pegou o carro da arquidiocese que era usado por José Ronaldo, com a intenção de fugir, mas acabou perdendo o controle do veículo, que se chocou no muro de uma residência na avenida Fernando Guilhon na madrugada do dia 1º de janeiro.

No dia do acidente, Cristian chegou a ser conduzido pela Polícia Militar à Seccional de Polícia Civil, porém naquela ocasião ele ainda não era considerado suspeito de um crime de homicídio, uma vez que o corpo do padre só foi encontrado na manhã do último domingo (3) já em adiantado estado de decomposição.

A causa da morte do padre não foi determinada na perícia. Os peritos do IML (Instituto Médico Legal) encontraram uma perfuração no corpo de José Ronaldo. Material como sangue e objetos foram coletados no local e devem passar por exame de DNA.

O corpo do padre José Ronaldo foi sepultado na manhã desta segunda-feira (4), em um cemitério particular de Santarém, após cerimônia restrita a alguns religiosos para evitar aglomeração.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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