Mato Grosso
Inteligência artificial desenvolvida no TJMT será lançada no Fórum de Cuiabá
Mato Grosso
Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) realiza, no dia 18 de junho, às 9h, no Fórum da Capital, em Cuiabá, o lançamento oficial da OmnIA, ferramenta de inteligência artificial desenvolvida por servidores do próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso para apoiar magistrados, assessores e servidores na gestão da produtividade das unidades judiciárias.
A solução foi criada pela Divisão de Inteligência Artificial e Automação (IAA), vinculada ao Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), e marca o início da implantação estadual da ferramenta. Após essa etapa, a tecnologia passará a integrar o Projeto Conecta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com nacionalização prevista para 30 de junho.
O evento contará com a participação do presidente do Tribunal, desembargador José Zuquim Nogueira, do corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, da juíza diretora do Fórum da Capital, Hanae Yamamura de Oliveira, além de magistrados, gestores, assessores e servidores.
“O lançamento da OmnIA representa um momento de orgulho para o Poder Judiciário de Mato Grosso. Trata-se de uma solução desenvolvida por servidores da nossa própria instituição, pensada para atender às necessidades reais das unidades judiciárias. É um produto prata da casa que irá ultrapassar as fronteiras do Estado e será disponibilizado nacionalmente pelo CNJ, demonstrando a capacidade de inovação do TJMT e da Corregedoria”, avalia o corregedor-geral, desembargador Lindote.
OmnIA – A OmnIA é uma assistente inteligente de gestão judiciária que utiliza inteligência artificial para transformar dados em informações estratégicas. Por meio de uma interface em linguagem natural, magistrados, gestores, assessores e servidores podem consultar indicadores de desempenho, acompanhar metas nacionais do CNJ, obter relatórios de produtividade e acessar informações gerenciais sem necessidade de navegar por diferentes sistemas ou painéis.
A ferramenta permite consultar dados estatísticos da unidade judiciária em tempo real, compreender conceitos relacionados à gestão processual e gerar relatórios com filtros específicos, facilitando a tomada de decisões e o planejamento das atividades.
Desenvolvida no âmbito do TJMT, a OmnIA foi reconhecida pelo CNJ como uma solução com potencial de adoção nacional. A ferramenta integra inteligência artificial aos indicadores e bases de informação do Judiciário, convertendo dados em conhecimento aplicado à gestão e ao aprimoramento da prestação jurisdicional.
Durante o lançamento, os participantes acompanharão uma demonstração ao vivo das funcionalidades da plataforma, apresentação de casos de uso e debate sobre os desafios e oportunidades da inteligência artificial na gestão judicial. A programação inclui ainda palestra do presidente do Comitê de Governança Estratégica de Inteligência Artificial (CGEIA), desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro.
Serviço:
Lançamento oficial da OmnIA
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h
Local: Fórum da Capital, Cuiabá
Autor: Alcione dos Anjos
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
Mato Grosso
Acusado de matar esposa e enterrá-la no quintal é condenado
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).Após acolher a tese apresentada pelo Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, um mês e três dias de detenção em regime aberto. Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização correspondente a 50 salários-mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima a título de reparação mínima pelos danos causados.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Segundo apurado durante as investigações, Jackson Pinto da Silva matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, circunstância que impossibilitou qualquer reação defensiva.De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina. A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para obter controle sobre bens e recursos financeiros da vítima, realizando inclusive movimentações bancárias em benefício próprio.Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, o condenado transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou utilizando maquinário previamente contratado sob a justificativa de realização de obras no local. A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima. Conforme as investigações, ele utilizou o telefone celular de Nilza Moura de Sousa Antunes para enviar mensagens a familiares, forjando uma situação de sequestro e exigindo pagamento de resgate.Além disso, Jackson Pinto da Silva compareceu à polícia para registrar ocorrência baseada em informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada pelos elementos probatórios reunidos durante a investigação, permitindo o esclarecimento da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados, tese acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.Fotos: Rodrigo Moura / TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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