Mato Grosso
Idealizada pela primeira-dama de Cuiabá, Campanha Vacina Solidária é replicada para cidades do interior
Mato Grosso
A campanha incentiva a população a doar alimentos não perecíveis no momento da vacinação contra a Covid-19.
Idealizada pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, a campanha “Vacina Solidária”, lançada no início do mês, já vem sendo replicada em cidades como Chapada dos Guimarães, Cáceres e Tangará da Serra. A campanha de arrecadação de alimentos durante o período de vacinação contra a covid-19 foi idealizada para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social. A arrecadação de alimentos pode ser feita por aqueles que já estão inseridos nos grupos prioritários para o recebimento da vacina. Hoje, Cuiabá disponibiliza pontos de imunização no Centro de Eventos Pantanal e, a partir desta segunda-feira (12), no Sesi Papa. Para ajudar no recolhimento dos alimentos, em diversos pontos de vacinação foram instalados pontos de coleta.
Para a primeira-dama, nesse momento difícil em que famílias tem passado por situações adversas todo ato de solidariedade é bem-vindo. “Fico feliz em ver que a primeira-dama de Chapada dos Guimarães, Hélia Mello, a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, a secretária de Assistência Social de Tangará da Serra, Ana Adorno, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Rondonópolis, também aderiram à campanha e levaram para os municípios do interior, isso mostra o quanto povo mato-grossense é solidário e como podemos contar com todos”, ressalta Márcia.
Para a primeira-dama de Cuiabá, esse movimento é reflexo direto do impacto econômico provocado pela pandemia do novo coronavírus. “Os cuiabanos, assim como todos os mato-grossenses não têm virado as costas, ao contrário, têm mostrado o seu lado humano, engajando-se em campanhas oficiais ou em iniciativas não-governamentais. Juntos somos mais forte”, afirma.
Segundo Márcia Pinheiro, a iniciativa foi desenvolvida pelo Núcleo da Primeira-dama da capital que usou para embasamento referências de ações solidárias registradas em todo território nacional. “Temos que replicar ações desse porte. A gestão Emanuel Pinheiro jamais iria ficar de braços cruzados diante da necessidade das pessoas. A marca dessa gestão é a humanização. Tenho certeza que esse balanço final da arrecadação vai ser muito positivo e muitas famílias poderão ser ajudadas. Enquanto perdurar a pandemia, nós vamos continuar com a mobilização, inclusive, promovendo o “Dias D” de arrecadação, finalizou.
Por Júlia Milhomem Batista
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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