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Homem mata cavalo e vende a carne em Cuiabá; e polícia encontra ‘cemitério’ no CPA

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Da Redação

Centenas de cabeças de cavalo foram jogadas à beira de um lago da região do CPA 3, em Cuiabá, nas proximidades da Estação de Tratamento de Água e Esgoto (ETA), da concessionária Águas Cuiabá, no bairro Morada do Ouro. O cemitério foi localizado após denúncia anônima que levaram os investigadores da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (DEMA) no local.

De acordo com as impressões iniciais, não há evidências de que os animais sejam mortos no local, mas que a região é usada para o descarte ilegal dos restos dos equinos.

Os investigadores já teriam identificado um suspeito de envolvimento no crime ambiental. Ainda de acordo com as investigações, os cavalos estariam sendo mortos e sua carne comercializada em embutidos e carne seca.

Além do problema de contaminação do solo, a Dema sinalizou ao perigo de contaminação da água devido à proximidade com a estação de tratamento.

Foi verificado no local um criadouro de porcos.

Um laudo de perícia ambiental será emitido nos próximos dias sobre a situação da região. A delegada Alessandra Saturnino aguarda o documento que dará base às investigações. Serão apurados os possíveis crimes de poluição de solo e de eventual curso hídrico em área verde e crime contra a flora.

Embora não seja comum e cultural, não é proibida a comercialização de carne de cavalo no Brasil, no entanto, é obrigatório que esses produtos tenham essa informação de forma clara no rótulo.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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