Mato Grosso
“Governo já investiu R$ 1,6 bilhão e, até 2022, serão R$ 4,7 bilhões em infraestrutura”, afirma Marcelo de Oliveira
Mato Grosso
Da Redação
O Governo de Mato Grosso já investiu mais de 1.300 quilômetros em obras rodoviárias em todas as regiões do Estado. No total, foram R$ 1,6 bilhão contratados e quitados desde o início da atual gestão, com previsão de alcançar R$ 4,7 bilhões de investimento em quatro anos.
Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, são mais de mil quilômetros de novas pavimentações e 51 pontes em execução, além de 468 km de rodovias e 16 novas pontes em fase de contratação de projetos.
“Além disso, estamos em uma grande licitação para manutenção de rodovias pavimentadas e não pavimentadas em todas as regiões do Estado”, destaca o secretário, acrescentando: “tudo resultado de planejamento e parcerias, especialmente com municípios e associações”.
Leia a entrevista:
Secretário, o Governo lançou o programa Mais MT, cujos investimentos, somente em infraestrutura, serão R$ 4,7 bilhões. Qual será o trabalho desenvolvido pela Sinfra para executar todos estes investimentos e transformá-los em obras que beneficiem o cidadão?
Marcelo de Oliveira – Nosso trabalho está em andamento desde o início desta gestão. É resultado do planejamento estratégico, orientado pelo governador Mauro Mendes, de se investir em todas as regiões de Mato Grosso, promovendo a integração dos municípios e dos diversos modais de transporte.
Estamos atuando em diversas frentes de trabalho. Da estruturação do plano estratégico de transportes à execução e fiscalização de obras, passando pela contratação de projetos executivos de engenharia.
Já demos ordem de serviço para obras de pavimentação, restauração e manutenção de rodovias, incluindo construção de pontes de concreto, em vários municípios e estamos acompanhando passo a passo cada uma delas.
Quando necessário, notificamos as empresas, cobramos cumprimento de contrato, de prazo e, principalmente, qualidade da obra. Com isso, garantimos a entrega para o cidadão de cada uma das obras iniciadas.
O governo também lançou um grande pacote de obras de pavimentação e construção de pontes, dentro do programa Mais MT, muitas das quais já tiveram início. Como é possível executar esse montante em obras?
Marcelo de Oliveira – Com planejamento. Toda obra lançada em Mato Grosso faz parte do planejamento estratégico da Sinfra, para que seja possível iniciá-la, dar andamento e assegurar sua conclusão. Não vamos iniciar obras apenas por iniciar. Todas elas estão em nosso planejamento, para que tenham começo, meio e fim.
Outro fator importante para o avanço das obras em várias regiões do Estado, até então desassistidas, também uma diretriz do governador Mauro Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta, é a parceria com municípios e associações.
Via parcerias, estamos fazendo manutenção em rodovias não pavimentadas, pavimentando rodovias estaduais, construindo pontes, implantando bueiros e tantas outras obras e serviços de infraestrutura em Mato Grosso.
Secretário, estamos no fim do período de chuvas em Mato Grosso. Qual o planejamento e a expectativa da Sinfra para executar a manutenção das rodovias?
Marcelo de Oliveira – A manutenção é um trabalho rotineiro executado pela Sinfra para recuperar as rodovias e garantir condições de trafegabilidade. Já iniciamos em várias rodovias e temos também atuado fortemente em parceria com municípios e associações na manutenção de rodovias não pavimentadas.
Além disso, estamos fazendo um grande procedimento licitatório de manutenção de rodovias pavimentadas e não pavimentadas, dividindo o Estado em 13 regiões para que possamos atender a todas.
Também foram destinados recursos para a elaboração de projetos de pavimentação e pontes, além de obras em parceria com os municípios. De que forma esse trabalho será executado, já que depende também dos municípios?
Marcelo de Oliveira – Estamos revisando e elaborando estudos, projetos básicos e executivos para 1.057,78 quilômetros de novas pavimentações e 51 pontes de concreto. Isso já está sendo feito.
Estes projetos são necessários para que o Governo possa executar novas obras e expandir a malha rodoviária estadual pavimentada e, assim, atender parte da grande demanda de Mato Grosso.
Também já está em fase final de licitação, a contratação de projetos para a pavimentação de mais 468,4 quilômetros e 16 pontes de concreto.
Como nossos parceiros na execução de mais obras estão os municípios e as associações. Temos parcerias, convênios e cooperações em andamento, e outras sendo formalizadas, para que possamos trabalhar em conjunto, investindo menos e executando mais, com a colaboração de todos.
Com todos estes investimentos somente em rodovias estaduais, o senhor não teme que as empreiteiras fiquem sobrecarregadas? O que já está sendo feito para evitar interrupção na execução de obras?
Marcelo de Oliveira – O processo licitatório é formalizado e as empresas, interessadas em participar, apresentam suas propostas. A empresa vencedora tem que obrigatoriamente apresentar o cronograma a ser cumprido. Sempre bato nas mesmas teclas: o que precisamos é um cronograma exequível e a qualidade da obra excelente.
O que precisamos entregar para a população é obra de qualidade, dentro do cronograma apresentado pela empresa. Não temos como mensurar se haverá sobrecarga para as empresas.
Secretário, até agora quanto já foi investido em infraestrutura pela atual gestão?
Marcelo de Oliveira – Já investimentos efetivamente, contratados e pagos, R$ 1,6 bilhão. Porém, nosso planejamento de investimento vai muito além. Com o programa Mais MT estimamos investir R$ 4,7 bilhões nos quatro anos de gestão. Temos não só condições financeiras como todo um planejamento de execução obras.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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