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Governo e Poderes articulam regulação única para casos de Coronavírus

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Mato Grosso

Da Redação

O Governo do Estado e os Poderes constituídos se reuniram nesta segunda-feira (30), a pedido do governador Mauro Mendes, para alinhar ações de combate ao Coronavírus.

No encontro, ficou definido que todos os casos relativos ao Covid-19 no Estado passarão por uma central única de regulação, de modo a otimizar e dar mais eficiência ao atendimento.

Participaram da reunião os presidentes do Tribunal de Justiça, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha; do Tribunal de Contas, conselheiro Guilherme Maluf; da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho; os deputados Dilmar Dal Bosco e Max Russi; os secretários Gilberto Figueiredo (Saúde), Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda), Alberto Machado (Gabinete de Governo); o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes; e o médico infectologista Dr. Abdon Karhawi.

Também participaram do encontro, por meio de videoconferência, o procurador-geral do Estado, José Antônio Borges; o promotor de Justiça Alexandre Guedes; os procuradores federais Denise Muller e Gustavo Nogami; e os procuradores do Trabalho Rafael Mondego e Tathiane Nascimento.

“O que estamos propondo é que toda essa rede de leitos que está sendo viabilizada passe por uma única central. E contamos com a ajuda de todos os Poderes, do TCE, dos Ministérios Públicos para que possamos fiscalizar e proporcionar o atendimento adequado para toda a população, sem qualquer privilégio ou desperdício. Temos que ter essa rede muito bem montada”, afirmou o governador.

O presidente da Assembleia considera que a centralização dessas demandas vai dar eficiência para o atendimento e otimizar os recursos. 

Segundo ele, a medida evita que um paciente do interior seja trazido para a Capital quando, muitas vezes, há um leito disponível em uma região mais próximo. 

“Essa foi a melhor proposta trazida até agora. Senão acaba que os municípios fazem cada um do seu jeito e nem sempre isso traz o melhor resultado”, opinou Botelho.

O presidente do TCE afirmou que irá contribuir com o envio de equipes in loco para verificar não só a disponibilidade de leitos, mas de equipamentos e profissionais para o atendimento.

“Porque muitas vezes há o leito, mas falta o enfermeiro, o médico. Ou falta o respirador ou outro equipamento. Nessa guerra, precisamos de todos os soldados”, enfatizou Guilherme Maluf.

Para agilizar os trabalhos, a Secretaria de Estado de Saúde irá levantar todos os dados sobre os leitos disponíveis nos hospitais estaduais, bem como os que estão sendo viabilizados e a estimativa do que é necessário para atender os pacientes da covid-19.

 

Foto: Christiano Antonucci/Secom-GOVMT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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