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Governo começa a receber máquinas e equipamentos adquiridos para conservação de rodovias

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Governo começa a receber máquinas e equipamentos adquiridos para conservação de rodovias

Da Redação

O Governo de Mato Grosso começou a receber as máquinas e equipamentos rodoviários adquiridos pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e que serão destinados à conservação de rodovias não-pavimentadas. As máquinas estão sendo alocadas no estacionamento da Arena Pantanal, em Cuiabá, até que sejam repassadas para consórcios intermunicipais e associações, mediante formalização de convênio junto à Sinfra.

No total, o Estado adquiriu 175 máquinas e equipamentos, com investimentos na ordem de R$ 96,5 milhões, cujos recursos são  próprios do Governo de Mato Grosso obtidos após assinatura de contrato de operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal (CEF), ainda no ano passado, no valor de R$ 500 milhões.

Com esses recursos, além da compra dos equipamentos, serão substituídas pontes de madeira por pontes com estrutura de vigas metálicas, por aduelas de concreto ou por bueiros metálicos nas estradas municipais e rodovias estaduais. O programa prevê ainda a construção de 65 pontes de concreto de médio e grande portes em todas as regiões de Mato Grosso.

Das 175 máquinas e equipamentos adquiridos, 100 são motoniveladoras, 30 pás-carregadeiras, 30 escavadeiras hidráulicas e 15 pranchas. Desse montante, já foram entregues duas motoniveladoras, 17 pás-carregadeiras e 16 escavadeiras hidráulicas, totalizando 35 equipamentos. A previsão é de que outros equipamentos cheguem a Cuiabá ainda nesta semana, pois eles já foram despachados pela fábrica em Minas Gerais.

“Até o final da semana deveremos receber 18 motoniveladoras de um total de 100 maquinários que chegarão nesta primeira remessa. Hoje Mato Grosso tem uma quantidade muito grande de rodovias não-pavimentadas e, para diminuirmos um pouco das dificuldades que essas rodovias representam, esses maquinários serão repassados“, explicou a engenheira Patrícia Lima, responsável pelo recebimento dos equipamentos.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, uma vez adquiridos os equipamentos serão repassados para consórcios intermunicipais e associações legamente instituídos, mediante formalização de convênio junto à Sinfra.  Eles deverão ser destinados somente à manutenção de rodovias estaduais não-pavimentadas, a fim de melhorar a trafegabilidade ao longos dos 22 mil quilômetros da malha rodoviária estadual não-pavimentada.

“Essa aquisição atende a uma determinação expressa do governador Mauro Mendes, de investir em infraestrutura rodoviária e logística. Queremos, com esses novos equipamentos, proporcionar uma melhoria na malha rodoviária não-pavimentada e garantir condições de trafegabilidade para  diminuir os problemas de ir e vir por essas rodovias”, disse o secretário.

Os consórcios intermunicipais e associações que desejarem formalizar convênios junto à Sinfra para recebimento desses equipamentos devem estar devidamente regularizados, para que possam pleitear a liberação dessas máquinas. Os interessados devem apresentar um pedido junto à Sinfra, detalhando a situação atual do consórcio/associação, a situação de habilitação no Sistema de Gestão de Convênios de Mato Grosso, bem como um plano de trabalho detalhando a quantidade de rodovias, os trechos e extensões nos quais o ente faz a conservação .

Também devem informar a quantidade e descrição das máquinas atualmente existentes, a equipe que opera as máquinas e ainda fazer uma explanação sobre como o consórcio/associação atua junto aos municípios atendidos. A previsão é de que o repasse dos maquinários do Estado aos interessados ocorra no segundo semestre deste ano. 

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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