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Governador propõe a setor produtivo e Poderes antecipação de feriados para reduzir circulação de pessoas

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Da Redação.

O governador Mauro Mendes propôs aos Poderes e setores produtivos a antecipação de feriados em Mato Grosso, nas próximas semanas, para reduzir a circulação de pessoas e, consequentemente, o contágio pela covid-19.

A proposta foi feita em videoconferência na tarde da sexta-feira (19.03) junto ao Gabinete de Situação para enfrentamento da Covid-19, em reunião convocada pelo Governo de Mato Grosso.

Os feriados antecipados serão definidos no projeto de lei que será encaminhado à Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira (22.03).

A proposta inicial do governador é de decretar feriado do dia 24 ao dia 26 de março (quarta a sexta da próxima semana), e também nos dias 1 e 2 de abril (quinta e sexta) da semana posterior.

“Somando com os sábados e domingos, teríamos uma parada de cinco dias em uma semana e quatro na outra. Essa antecipação aumentaria o nível de distanciamento social, o que é fundamental para diminuir o contágio”, explicou o governador, que agradeceu o apoio de todas as entidades que participaram da reunião.

O presidente da Fecomércio, Venceslau Júnior, garantiu apoio a medida e que o setor “vai trabalhar para conscientizar os trabalhadores do setor, para que também cumpram o distanciamento social em família”. “Estamos agradecidos por nos ouvir”, disse, acrescentando que a população tem papel fundamental nesse processo, para que não faça aglomeração nesse período.

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirmou que o momento não é para ser utilizado em diversão ou passeio. “Precisamos conter essa pandemia. Esse é o momento de todos nós ficarmos em casa e manter o distanciamento social das outras pessoas, que não fazem parte da nossa família. Não é um feriado para passear e sim de lutar pela vida”, afirmou.

Foto por: Christiano Antonucci

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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