Mato Grosso
Gilberto Figueiredo: “prisão para quem não cumprir medidas de quarentena”
Mato Grosso
Da Redação
Com 76 casos suspeitos do coronavírus em Mato Grosso, o secretário estadual de saúde, Gilberto Figueiredo não descarta o uso da força, com prisão de pessoas que desrespeitem as medidas de contenção da proliferação estabelecidas nesse período de quarentena.
“E isso vai acontecer se não for cumprida a lei de quarentena estabelecida pelo Governo Federal, que preconiza que qualquer cidadão que não queira atender as determinações definidas pelo Governo Federal e governos estaduais poderá ser utilizado o uso da força para fazer com que ele cumpra a determinação”, declarou Figueiredo.
Balanço da última sexta-feira, 20.03.2020.
73 casos suspeitos de infectados com o novo coronavírus (Covid-19).
123 notificações recebidas pelo Estado
33 casos foram excluídos.
16 foram descartados
um (1) confirmado em Cuiabá
Os 73 casos ainda são encarados como suspeitos aguardando laudos.
Gilberto ainda alertou que nos próximos dias, novas confirmações de casos positivos e uma ampliação significativa de casos suspeitos poderão surgir.
“É um caso de Saúde Pública, é responsabilidade de todos e a aqueles que infringirem as normas, poderão sim ser presos e a força de segurança estará pronta para assegurar que isso aconteça”, alertou o secretário de saúde do estado, Gilberto Figueiredo.

Foto: Reprodução
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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