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Gestão Fazendária oferece atendimento online e presencial durante quarentena

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Excepcionalidade da Pasta de Gestão Fazendária ocorre em decorrência da necessidade de manter a máquina administrativa funcionando, principalmente em áreas essenciais como saúde, social, educação e segurança em momento de pandemia

Da Redação

A Secretaria de Gestão Fazendária de Várzea Grande (GEFAZ/VG) está funcionando em regime de plantão para atender aos contribuintes do Município. Mesmo durante o período de quarentena coletiva por 10 dias, instituído pelo decreto municipal 39/2021, e todo o rol de serviços prestados disponíveis via online, o atendimento presencial está sendo realizado das 8h às 12h e das 13h às 17h, na sede da Pasta no Paço Municipal.

Como explica a titular, Lucineia dos Santos Araújo, desde que o decreto passou a vigorar no último sábado, o atendimento se manteve na prefeitura entre os dias 29, 30 e 31 de março. “A jornada de trabalho durante a existência do decreto que atualizou as medidas de combate à covid-19 em Várzea Grande só será alterada no próximo dia 1º de abril, quando o atendimento será das 8h às 12h. No dia 2, feriado da Sexta-feira da Paixão, ficou mantido o feriado nacional e por isso não haverá expediente, o mesmo acontecendo com a próxima segunda-feira, 05 de Abril quando se comemorará os 154 Anos de Criação de Várzea Grande com a antecipação do dia 15 de maio para completar os 10 dias de quarentena”.

Como explica Lucineia, a Pasta tem suas exceções e particularidades já que trabalha com prazos e compromissos que fazem girar toda a engrenagem municipal, indo da coleta de tributos, passando pelo pagamento da folha salarial até as dotações orçamentárias para realização de obras e serviços.

Mesmo com o atendimento presencial mantido, a Secretaria destaca a oferta de mais de sete serviços de forma remota, por meio do site institucional, o www.varzeagrande.mt.gov.br. Por meio dele é possível acessar o IPTU, Alvará, parcelamentos, nota fiscal, certidões, domicílio tributário, inclusive a opção para pagamento de tributos no cartão de crédito, entre outros. Ao clicar no endereço eletrônico, a página principal do site vai se abrir. Basta rolar ela um pouco e logo abaixo, à direita, está o menu com o rol de serviços da Gestão Fazendária.

Desde o último sábado, dia 27, está em vigor em Várzea Grande, a quarentena coletiva de 10 dias estabelecida pelo Decreto 39/2021 do prefeito Kalil Baracat, onde os serviços considerados não essenciais, conforme decreto presidencial 10.282/2020, estão proibidos de funcionar ou estão com sua capacidade de atendimento limitada, bem como com horário de funcionamento reduzido. O recrudescimento das medidas segue até o dia 5 de abril e tem como objetivo apaziguar o crescente número de casos de covid-19 e de óbitos na cidade.

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Instituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com promessas de Lula

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As medidas anunciadas durante a campanha eleitoral à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ter impacto fiscal de R$ 40 bilhões sem previsão no Orçamento deste ano e no de 2027, estima a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo vinculado ao Senado Federal. 

O cálculo considera mudanças no Bolsa Família, a perda de arrecadação relacionada à bets e um pacote de medidas voltado aos microempreendedores individuais (MEI).

A estimativa consta no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, divulgado nesta quinta-feira (29). Segundo a instituição, o valor não inclui outras propostas apresentadas durante a campanha, como a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior e a gratuidade do transporte coletivo nos fins de semana.

O relatório também alerta para a necessidade de um ajuste fiscal para estabilizar a dívida pública e aponta perspectivas de déficit primário este ano e em 2027.

Contas

Os R$ 40 bilhões estimados pela IFI estão associados a três frentes de medidas anunciadas durante a campanha:

  • Bolsa Família: reajuste dos benefícios do programa social;
  • Bets: perda de arrecadação relacionada ao fim das apostas de quota fixa;
  • MEI: medidas de ampliação de benefícios para microempreendedores individuais.

O impacto fiscal poderá ser maior caso outras propostas sejam implementadas. 

A instituição ressalta que o cálculo não contempla o Pé-de-Meia Universitário nem a isenção de tarifas de transporte coletivo aos fins de semana.

A IFI projeta déficit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) este ano. Para 2027, a avaliação apresentada na abertura do relatório indica que os novos compromissos, somados às divergências entre as estimativas da instituição e os números do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), podem elevar o déficit primário efetivo potencial a 1% do PIB.

O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

A instituição calcula que seria necessário alcançar um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação entre a dívida pública e o tamanho da economia.

“Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. [pontos percentuais] do PIB”, afirmaram os diretores Marcus Pestana e Alexandre Andrade na apresentação do relatório.

Juros

O relatório também destaca que a elevação das estimativas para a taxa de juros real neutra (aquela que, em tese, não estimula nem desacelera a atividade econômica) aumenta o esforço necessário para estabilizar o endividamento público.

A mediana das estimativas de juro neutro chegou a 6,1% ao ano no terceiro trimestre deste ano, acima dos 5% utilizados anteriormente como referência pela IFI.

Nesse cenário, o superávit primário necessário para estabilizar a dívida subiria de 2,1% para 2,9% do PIB, mantidas as demais hipóteses do exercício apresentado no relatório.

A instituição também calcula que a probabilidade de a dívida bruta superar 90% do PIB até 2030 aumenta de 78,9% para 81,6% quando considerada a incerteza sobre o juro neutro.

Crédito público

Outro ponto abordado no relatório são as operações de crédito realizadas pela União com recursos do Orçamento, classificadas como despesas financeiras e que não entram diretamente no cálculo da meta de resultado primário.

Segundo a IFI, os pagamentos relacionados a créditos concedidos com recursos orçamentários passaram de R$ 71,7 bilhões em 2023 para R$ 220,3 bilhões acumulados até outubro deste ano.

Descontados os retornos ao Tesouro Nacional, as saídas líquidas chegaram a R$ 147,7 bilhões em 2025 e a R$ 180,5 bilhões nos dez primeiros meses deste ano.

Embora essas operações não comprometam formalmente o cumprimento das metas fiscais, a instituição avalia que elas têm impacto efetivo sobre a trajetória da dívida pública.

Previdência e BPC

A IFI também identificou pontos de atenção nas projeções orçamentárias para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

No caso da Previdência, o relatório aponta que o Projeto de Lei Orçamentária de 2027 não contabiliza o impacto de uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre aposentadoria especial, estimado em R$ 13 bilhões.

Em relação ao BPC, a instituição observa divergências entre as projeções do governo e os dados disponíveis até agosto deste ano. Enquanto a estimativa governamental pressupõe redução do número de beneficiários no segundo semestre do ano e aumento das cessações em 2027, os registros indicavam expansão no total de benefícios emitidos.

Plano fiscal

Sobre a condução da política econômica após a reeleição de Lula, a instituição não prevê mudanças bruscas. A expectativa é de continuidade da estratégia gradualista de ajuste fiscal, com correções pontuais.

Os diretores da IFI, no entanto, defendem medidas consistentes para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas e criar condições para a retomada dos investimentos.

“Sem um ajuste fiscal consistente não haverá retomada relevante dos investimentos estratégicos, crescimento acelerado, criação de empregos de qualidade, incremento da renda e dinheiro para financiar políticas públicas essenciais”, avalia Marcus Pestana.

O relatório também recomenda a apresentação de um plano fiscal para os próximos quatro anos e a definição do comando do Ministério da Fazenda, em meio às incertezas dos mercados financeiros.

Para a instituição, o desafio é conciliar o controle do endividamento, o financiamento de políticas públicas e a abertura de espaço no Orçamento para investimentos capazes de estimular o crescimento econômico.

Remanejamento

Na semana passada, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que pretende remanejar R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para fazer frente aos novos gastos. A pasta não divulgou o impacto total das medidas anunciadas durante a campanha eleitoral. Apenas informou que o restante da diferença seria coberto pela revisão para baixo de estimativas de gastos obrigatórios no projeto de lei do Orçamento do próximo ano.

A mensagem de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional assim que for designado o relator do projeto. 

Para este ano, a pasta informou que os impactos serão residuais porque a maior parte das medidas anunciadas só começam efetivamente a valer no próximo ano.



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